Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 07/03/2021

O filme Matrix, retrata uma realidade distópica na qual um sistema de inteligência artificial manipula e controla a mente das pessoas. Ao longo da trama, a narrativa revela um grupo seleto de pessoas que conseguiram sair do controle das máquinas, e possuiam como missão dar fim a tal situação. Fora da ficção, é possível observar que os acontecimentos apresentados no filme mostram-se cada dia mais próximos a realidade atual. Logo, depreende-se ser necessário impor um limite sobre até onde pode-se chegar a tecnologia, e suas consequências para a humanidade.

Em primeiro plano, faz-se importante compreender que as ‘’necessidades’’ humanas foram, primordialmente, as responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico que tinha intenção de facilitar a vida das pessoas. Entretanto, o conhecimento técnico-científico extremamente complexo disponível na atualidade alcança grandes feitos como, por exemplo, a inteligência artificial capaz de assumir grande parte das funções humanas. Diante disso, é pertinente debater acerca de até onde é ético permitir o avanço de tal tecnologia, pois ’’ o espírito humano precisa permanecer sobre a tecnologia’’, afirmação já préviamente feita pelo físico Albert Einstein.

Ademais, a utilização de aparelhos hiperinteligentes pode apresentar riscos a população, pois é indubtável que apesar de todo o estudo englobando a inteligência artificial, a mesma ainda está suscetível a erros pela difuldade por parte dos cientistas de preverem como a tomada de decisões dessas máquinas funciona. Nessa perspectiva, segundo o escritor inglês Douglas Adams ’’ a tecnologia é uma palavra que descreve algo que ainda não funciona’’, reforçando assim a questionabilidade moral envolvendo a ética de tais avanços científicos.

Portanto, é mister que providências sejam tomadas para amenizar o quadro de incertezas atual. Consequentemente, urge que o Governo Federal, instância máxima de administração política, elabore uma bancada ética que aprove préviamente o desenvolvimento de qualquer nova tecnologia que possa afetar a vida humana, dessa forma, impondo limites que evitem a ocorrência de catástrofes em detrimento da utilização de inteligência arificial. Conta-se também com o apoio de campanhas digitais que informem e concientizem a população acerca da utilização segura de máquinas e aparelhos. Somente assim será possível o desenvolvimento seguro de novas invenções.