Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/03/2021
Em uma realidade onde muitas pessoas vivem cercadas de tecnologias, cria-se a ilusão de que as inteligências artificiais (IA) trazem apenas benefícios. Contudo, muitos impasses éticos e morais, como o distanciamento das relações humanas e o dilema da eficácia das decisões das IA, passam despercebidos pela maioria.
Há muito tempo se fala em inteligências artificiais, as quais ajudariam nas atividades do dia a dia. Como no desenho “Os Jetsons”, da década de 70, em que a família Jetson tem uma robô que realiza várias atividades domésticas. Apesar da ideia agradar muito, a problemática desse avanço surge quando as IA começarem a substituir papéis de amigos e familiares, como já é o caso de algumas assistentes virtuais. Dessa forma, muitas pessoas perderão a sensibilidade e a habilidade de estabelecerem relações afetivas entre si.
Além disso, há uma preocupação com relação às decisões tomadas pelas IA, que apesar de serem programadas, geram discordâncias. Por exemplo, um carro automático está programado pra ferir o menor número de pessoas possíveis num acidente, e ele reconhece que dentro do carro tem menos pessoas do que na meio da rua. Ele desviaria das pessoas da rua, mas quem sofreria seriam os passageiros do carro. Entretanto, o sistema do carro poderia reconhecer errado, e acabar ferindo uma pessoa que poderia passar por isso intacta. Por isso, muitos ainda tem receios referentes à esse tipo de tecnologia.
Sem dúvidas o avanço na área das inteligências artificiais tem sido benéfico em vários aspectos, porém percebemos que ainda existem muitos ajustes a serem feitos. É possível que os ministérios da educação, ciências, tecnologias e inovações apliquem investimentos para que mais pesquisas sejam realizadas no intuito de melhorar cada vez o uso e a eficácia das novas tecnologias. Desse modo, poderemos aproveitar ao máximo as ajudas das Inteligências Artificiais .