Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 17/03/2021
Segundo Platão, no Mito da Caverna, as pessoas por conta de se sentirem confortáveis como estão, preferem não enxergar a verdade. De maneira análoga à alegoria de Platão, a população, de maneira geral, tendem a acreditar em ficção cientificas, aonde a inteligência artificial (IA) representa riscos a humanidade, gerando um certo medo e receio por essa evolução tecnologica. Dessa maneira, para que isso mude, é preciso ser inserido na sociedade de maneira mais positiva e sutil.
Primeiramente, evidencia-se que, desde o século XVIII devido à Revolução Industrial, a tecnologia vem avançando de maneira significativa, tornando a ideia de “quando” cada um terá sua própria IA. Esse contexto já está tão presente em nossa realidade, que às vezes passa batido, como a Alexa, uma assistente pessoal capaz de ligar as luzes e aparelho de uma casa, liga para parentes ou policia quando necessário, ajudando com lembretes, etc., também está presente nos celulares, por exemplo, a Siri, ou até mesmo o Google. Não há a dúvidas que ter alguém fazendo as atividades diárias é um sonho de qualquer estudante, trabalhador ou idoso brasileiro, facilitaria muito, e essa ideia está no livro de Isaac Asimov, “Eu, Robô”, é mostrado o que uma IA pode fazer por nos seres humanos, trazendo a tona o quão perto estamos disso, para alegria de uns e euforia de outros.
Conforme Durkheim defendia a maneira coletiva de pensar, o fato social, seguindo essa linha de raciocínio, é preciso se atentar no “como” a sociedade encara a IA, e que é fortemente influenciada por ficção cientifica não é novidade, tornando um pensamento coletivo baseado em filmes como “Matrix” ou jogos como “Overwatch”. Nesse sentido, o conflito entre homem e robô é bastante persuadido, gerando medo e receio do avanço tecnológico, apesar de exagerada, pode realmente vir a acontecer, se não tomarem providências. Por isso, é de se entender que, além de questões filosóficas, as vantagens da utilização das IAs podem acabar com a ideia de uma catástrofe de humanidade (versos) tecnologia para o bem-estar humano.
É necessário, portanto que, para que esse medo espaireça da sociedade, empresas com o ramo focado da tecnologia, como o Google, Microsoft, Amazon, Facebook, financiem grupos para o estudo de IA, para assim, mostrar como é útil e facilitador para uma pessoa. Também, o Ministério da Segurança Pública deve investir em segurança cibernética, diminuindo qualquer risco. Além disso, as escolas não devem ficar de fora, tornando o Ministério da Educação (MEC) essencial para abrir a mente das novas gerações, através de palestras e discussões em salas de aula sobre as inteligências artificiais presentes no nosso dia a dia, para desprender de certos tabus e distanciar o mito da caverna de Platão.