Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 17/03/2021
“Eu acho que precisamos tomar muito cuidado com a I.A. Se eu tivesse que dizer qual a maior ameaça à humanidade hoje, diria que provavelmente é essa tecnologia” - Elon Musk. Em relação ao acentuado aumento de conhecimento sobre a I.A, preocupações como até que ponto isso pode afetar nossas vidas, e qual limite de liberdade deve se dar a esssas inteligências se fazem indispensáveis.
Fato é que, tendo um robô capaz de aspirar o pó de forma autônoma acaba poupando uma parcela considerável de tempo durante o dia, tornando algo que antes exigia trabalho manual em uma tarefa que se cumpre sozinha. Por outro lado, um computador no comando de um navio sem pilotos para supervisionar e tomar o controle se necessário, coloca em risco a vida dos tripulantes, uma vez que máquinas são impessoais quanto a tomada de decisões. Um levantamento realizado pelo filósofo Nick Bostrom em 2012 e 2013, tendo a participação de 170 especialistas da área, 85 deles acreditam que até 2050 irá surgir uma tecnologia capaz de assumir a maior parte das profissões, se o ano for 2075, o número sobe para 153 especialistas que acreditam nisso.
Em consequência, com sistemas de segurança cada vez melhores, os hackers também estão gradualmente evoluindo em suas tecnologias, havendo o risco de vazar dados privados e prejudicar pessoas. Fazendo que a I.A se torne uma via de mão dupla, ao mesmo tempo que deixar um computador calcular a melhor rota a determinado destino seja eficaz, se essa informação chegar a criminosos será algo perigoso. Tendo um limite quanto ao seu uso, os computadores cada vez mais avançados tem o poder de facilitar as vidas das pessoas, como em profissões de alto risco para a integridade física, existir um robô capaz de substituir o serviço humano será algo benéfico para a sociedade, porém jamais poderá substituir trabalhos que exijam relações humanas, necessitados de empatia e afeto.
Para que no futuro as máquinas possam ser ferramentas de auxílio, necessário se faz um acordo com as principais potências tecnológicas, para impor restritas regras ao desenvolvimento de computadores. Dividir tarefas complexas com robôs devidamente preparados irá deixa-las simples e seguras para a humanidade.