Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/03/2021

Até onde a inteligência artificial pode apresentar riscos à população mundial? Segundo Stephen Hawking, um cientista renomado, o desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana e, do mesmo modo, estudos apontam prejuízos que já estão presentes no dia a dia devido a certos avanços tecnológicos.

Cabe analisar que, em uma entrevista feita no ano de 2014, Stephen Hawking apresentou os perigos causados pela IA e retomou suas afirmações em 2017. Embora muitas pessoas possuam o pensamento de que os únicos riscos inseridos nesse contexto sejam determinadas falhas técnicas nos sistemas, o cientista ressalta que as redes sociais estão se tornando “um centro de comando para terroristas”. Após a inserção de informações pessoais em plataformas digitais, diversos usuários tiveram seus dados vazados no que é conhecido como “Deep Web”, uma atmosfera extremamente perigosa da internet onde hackers e outros criminosos roubam dados em massa, gerando consequências drásticas às vítimas.

Pode-se comentar também que, com as novas tecnologias, o trabalho humano têm sido substituído e como consequência a taxa de desemprego aumentou significativamente. Estudos apontam que em um futuro não muito distante, cerca de 45% dos empregos serão automatizados, o que torna a inteligência artificial diferente da mecanização, já que a máquina é independente do homem. Nesse sentido, é preciso considerar as “profissões do futuro”, tais como detetive de dados, alfaiate digital e corretor de dados pessoais, e também notar que a maioria dessas profissões têm relação à indústria tecnológica.

Tendo em vista os aspectos analisados, é decepcionante que a inteligência artificial seja utilizada, muitas vezes, com irresponsabilidade e malefícios, quando poderia ser aplicada para a evolução tecnológica de uma maneira positiva. Dado o exposto, a sociedade e o governo deveriam intervir com medidas de segurança para esses impasses sucumbirem.