Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/03/2021

O filme Wall-e de 2008 conta a história de um robozinho em um período que a Terra está abandonada e coberta por lixo, a narrativa se desenvolve até o momento em que o protagonista se encontra em uma nave inteiramente tecnológica, onde pode ser observado alguns dos impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial, como a dependência dessa tecnologia e o controle que ela pode ter sobre as pessoas.

Destaca-se que um dos problemas enfrentados é a dependência tecnológica, para todas as ações que os personagens pretendiam fazer, existia algum robô ou outro meio tecnológico para fazer por eles, como por exemplo, as cadeiras que podiam ser controladas para ir aonde quisessem, dessa forma, não era mais necessário andar, e todos desenvolveram uma vida sedentária. A humanidade segue o mesmo caminho ao inventar a assistente virtual, como a Alexa, que com apenas um controle de voz pode interagir com toda a casa. Na animação, os personagens também vivem envoltos por uma tela que projeta imagens, perdendo a capacidade de se relacionar com outras pessoas, nota-se que o mesmo acontece com as gerações atuais de crianças, que são chamadas de “geração glass” justamente por viverem grudadas nas telas.

Consequentemente, outro problema é o controle da tecnologia sobre os personagens, notava-se que o piloto automático artificialmente inteligente, Auto, tinha total controle da nave, pode parecer não ser grande coisa, isso até ser descoberto que ele estava mantendo os humanos no espaço há 700 anos, por conta de uma antiga ordem, e não permitia que os humanos voltassem para a Terra, fazendo de tudo para impedir que isso ocorresse, mesmo que recebesse novas ordens, foi preciso desligá-lo para que novas medidas fossem tomadas. Demonstrando uma parcela do que o físico Stephen Hawking pensava sobre máquinas avançadas, elas poderiam vir a melhorar seu design repetidamente, desencadeando o que Vernor Vinge chamava de ‘singularidade’, podendo se quisessem, manipular mercados financeiros, seres humanos e desenvolver armas que não seriam compreensíveis para a mente humana.

Portanto, para que não haja uma violação nos princípios éticos e morais, é necessário que todas as empresas que desenvolvam inteligência artificial criem limites e leis que evitem futuras ameaças, preservando a integridade da sociedade.