Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/03/2021

“Só sei que nada sei”, esta frase do filósofo Sócrates nos remete ao pensamento de que o homem etá sempre descobrindo algo novo, com certeza a humanidade nos anos 50 (ano em que foi criada a primeira inteligência artificial) não acreditaria que existiriam maquinas que hoje fazem parte de nosso cotidiano, seguindo esta analogia, podemos nos perguntar, nossas próximas descobertas serão boas ou ruins?

De fato a tecnologia nos permitiu fazer coisas inimagináveis, porém quanto maior a evolução, consequentemente haverá mais riscos. Segundo o filosofo renomado Nick Bostrom, a IA (inteligencia artificial) será ultrapassada e surgirá a Superinteligência artificial (ASI), capaz de ir muito além de computadores e alcançar até mesmo o pensamento autônomo, Bostron ainda diz “Não devemos acreditar que o cérebro humano poderá competir com isso”, sendo assim fica evidente que a preocupação é que o ser humano crie algo que transceda seu controle e que o mesmo se torne subtituível.

Conforme Stephen Hawking, a evolução da IA será um evento marcante na história humana, que poderá também ser o último, a não ser que o ser humano saiba evitar seus riscos. Certamente a aplicação de novas éticas será necessário, impondo assim limites de segurança para a humanidade, juntamente com pesquisas de alta escala, o que felizmente já está se mostrando presente, pois em 2018 a Faculdade de Engenharia da Oregon State University receberam uma bolsa de US $6,5 milhões da Defense Advanced Research Projects Agency para tornar mais confiáveis ​​os sistemas baseados em inteligência artificial.

Para Nick Bostrom, a ASI nao é uma questão de se, e sim de quando irá acontecer, logo este não é um caso a se evitar, mas sim de se atualizar em meio ao mundo e fazer todo o possível para ter total segurança e confiabilidade na ciência que desenvolverá o futuro da humanidade, que  é a inteligência artificial.