Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 17/03/2021
Na atualidade enfrentamos uma grande crise sanitária, a pandemia do vírus covid-19 e nesse período a inteligência artificial (IA) tem se mostrado uma grande aliada na resolução de problemas. Auxiliando muitas profissões, a IA vem conquistando diversos espaços dentro do universo do trabalho. Entretanto ela vem ressaltando um temido dilema: a medida que avançamos tecnologicamente estaríamos abrindo mão de nossa própria humanidade?
De acordo com a pesquisa feita entre 2012 e 2013 por Bostrom, pesquisador na Universidade de Oxford, com 170 especialistas, há uma chance de 50% de surgir uma IA com capacidade de assumir grande parte das profissões humanas até 2050 e em 90% tem chances de isso ocorrer até 2075, ou seja, a grande maioria dos entrevistados presumiu que a super inteligência surgirá até 30 anos depois e que haverá uma chance de 33% de ser “algo ruim” ou “extremamente ruim”.
Mas apesar dos resultados da pesquisa de Bostrom, a tecnologia já está trazendo reflexos de suas influências no cotidiano. As máquinas, por exemplo, não precisam de descanso, pagamento e até mesmo férias, o que se torna financeiramente vantajoso a muitas empresas, e é exatamente por isso que cada vez mais áreas estão substituindo a mão de obra humana pela IA.
Concluo portanto com o pensamento de Stephen Hawking: “Acredito que o desenvolvimento pleno da inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana”.