Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/03/2021

A Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, foi um período marcado pelo avanço da tecnologia e suas inúmeras transformações, como a máquina a vapor e o surgimento da indústria. Embora date de séculos atrás, o desenvolvimento tecnológico é recorrente na atualidade, fator que ocasiona perigos em relação ao uso da Inteligência Artificial (IA). A falta de informação ou despreocupação sobre o assunto e a possível substituição de pessoas por dispositivos no sistema trabalhista, são os principais deles.

É incomum assistir em jornais algo relacionado aos problemas futuros causados pelo avanço da Inteligência Artificial. A “Teoria da Caverna”, de Platão (onde, os que estavam dentro, se recusavam a observar a verdade por fora do lugar), e o filósofo Schopenhaue (por meio da argumentação sobre os limites de campo de visão de alguém), defendem, de maneiras diferentes, que, o entendimento de uma pessoa é referente àquilo que ela é capaz de enxergar a respeito do mundo. Essa problemática está relacionada a esses dois conceitos. Se o ser humano não tem acesso à informação sobre os perigos da IA, logo, não se fará importância do assunto, erradicando ainda mais o problema.

Outro fator preocupante é, a probabilidade de as máquinas conseguirem, posteriormente, produzir tudo o que os seres humanos são capazes nos dias atuais, não se fazendo mais necessário dos mesmos. Isso já é possível. Atualmente, elas são capazes de realizar metade das tarefas do trabalho de uma pessoa, segundo McKinsey Global Institutue. Isso, obviamente, é um impedimento para o aumento das vagas e melhoria das condições de emprego, consequentemente, torna-se um impasse para toda sociedade. Afinal, sem um trabalho assalariado, não se obtém renda para consumo. Ou seja, a Inteligência Artificial é capaz de prejudicar o mundo inteiro por estar muito avançada.

Percebe-se, portanto, o dever de se precaver contra possíveis ameaças do avanço tecnológico. Para evitá-las, cabe as grandes empresas da área, por meio da imposição de verbas, abordarem pesquisas a respeito do assunto, trazendo informação sobre sua importância e, em relação aos trabalhistas, assegurá-los de que não serão substituídos, se possível. Além disso, precisa-se do investimento em segurança cibernética para a proteção populacional, dever do Ministério de Segurança Pública, por meio de programas, em todas as redes sociais e sites, capazes de controlar e bloquear números ou contas suspeitas e palestrar sobre como a sociedade deve agir para ter uma defesa, na parte virtual, ainda maior.