Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/03/2021
“O consenso sobre o que é certo no comportamento social, a ética, é advinda da moral, que é como o indivíduo se porta em relação à sociedade” defendia Aristóteles, filósofo grego. Na contemporaneidade, debate-se sobre os desafios éticos e morais de robôs e outros tipos de Inteligência Artificial (I.A.), pois eles não convivem com a sociedade da mesma forma que os humanos para estabelecerem parâmetros éticos. Nesse viés, dentre os desafios éticos e morais da inteligência artificial estão a dependência e a falta de empregos.
Precipulamente, é fulcral pontuar que o ser humano é social: necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Desse modo, é possível afirmar que a tecnologia está se adequando a vários ofícios. Isso porque, com a terceira revolução industrial, houve avanços científicos, o descobrimento da robótica e a modernização humana, assim, ocorreu a programação das máquinas para suprir as necessidades naturais de cada cidadão. Nesse sentido, o mesmo tende a ser dependente em vários aspectos. Um exemplo disso é a programação que a Google desenvolveu - Google Home - permitindo que as luzes sejam acesas através do comando de voz, o que nos leva a teorizar que cada vez mais atividades físicas/cotidianas das pessoas serão substituidas pelas máquinas. Sendo assim, é indispensável ter um objeto técnológico em mãos, a fim de interagir com outra pessoa sem a necessidade do esforço físico para se obter contato entre os dois.
De acordo com o Site de Curiosidades, no Brasil, o número de telefones celulares vendidos e habilitados já supera o número de habitantes, assim como as vendas mundiais de celulares somam cerca de 1,8 bilhões de unidades por ano. Dessarte, com a demanda de pedidos cada vez mais recorrentes, a produção de I.A tende a se modernizar progressivamente, chegando ao ponto que cada vez mais pessoas serão dispensáveis profissionalmente, já que serão substituídas por máquinas e robôs. Em vista disso, obtem-se o aumento considerável do desemprego e, consequentemente, a desigualdade social.
Em síntese, a Inteligência Artificial traz como desafios o desemprego e a dependência excessiva da inteligência Artificial, o que contradizem a conduta ética e moral da sociedade. É indubitável que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações invista veementemente em pesquisas sobre o comportamento das máquinas autônomas, visando diminuir a probrabilidade de dependência sobre sua conduta. Faz-se importante, também, que o Poder Legislativo destine leis para os robôs, objetivando a normatização da Inteligência Artificial para que todos os brasileiros fiquem em segurança no meio das máquinas. Com essas medidas, os desafios éticos e morais irão cessar.