Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 17/03/2021
Conhecido como pai da robótica, Isaac Asimov, em seu livro “Eu, Robô”, retrata contos de um futuro próximo, onde a Inteligência Artificial é utilizada com o intuito de otimizar as tarefas antes destinadas a nós humanos. Longe da ficção, porém da mesma forma descrita no livro, a tecnologia tem se revolucionado de maneira exponencial desde o começo do século XVIII com a Revolução Industrial.
Para priori, as Inteligências Artificiais criam questões de natureza filosófica, uma vez que, geram o debate sobre o que define uma consciência. No jogo eletrônico “ciberpunk 2077” essa mesma questão gera um conflito entre Robô e Homem, onde o robô adquire inteligência suficiente para conceber sua própria existência e luta, assim, por igualdade. Esse assunto também é debatido pelo matemático Alan Turing, que desenvolveu um método conhecido como “Teste de Turing”, que tem como objetivo discernir uma consciência humana de uma artificial.
Tendo em vista que não se trata de uma questão de “se” acontecer, mas sim “quando”, todos os riscos relacionados a esse acontecimento devem ser considerados. Apesar disso, é pertinente trazer a concepção do filme “Matrix”, sobre um mundo onde as máquinas exercem total domínio sobre os humanos, usando-os meramente como pilhas. Esse exemplo de perspectiva, apesar de exagerada e violar as leis da termodinâmica, é uma questão do que pode vir a acontecer se medidas não forem tomadas.
Portanto, é necessário se prevenir de possíveis ameaças provenientes de um avançado nível tecnológico. Logo, cabe as grandes empresas desse ramo, como SpaceX, Microsoft e Facebook, a formação de grupos de pesquisa para o estudo sobre a inteligência artificial, por meio de verbas destinadas aos mesmos. As implantações práticas resultantes de investimentos nessa área podem levar a um acelerado, porém controlado progresso tecno-científico. Logo, os riscos tendem a ser gradativamente minimizados. Por fim, a humanidade, em armônia com as máquinas, tornar-se cada vez mais próxima.