Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 19/03/2021

A tecnologia vem evoluindo todos os dias, a sociedade está em constante evolução e, cada vez mais, conectada e dependente do que ela tem a oferecer. Com isto em mente, pesquisadores e cientistas do mundo todo investem em estudos na chamada Inteligência Artificial, que apesar de parecer perfeita, carrega muitos dilemas éticos, sendo um deles a preocupação de que, a longo prazo, a IA possa tornar-se superior aos humanos.

Embora o software ofereça uma otimização de tempo e praticidade na solução de problemas, também reduzindo consideravelmente o trabalho de profissionais em seu cotidiano, há diversas desvantagens. Primeiramente, o risco de falhas em situações perigosas, a atual incapacidade de reconhecer emoções e a substituição de pessoas nas empresas. Em segundo plano, a possibilidade da máquina tornar-se mais inteligente e superior a qualquer humano é uma realidade, o que explica o porquê muitas pessoas possuem receio em confiar nessa nova consciência inteligente.

Segundo Karl Marx, as máquinas superariam o valor do ser humano e confrontariam o trabalhador, fazendo com que o “trabalho morto” sugasse a força do “trabalho vivo”. Além disso, estudiosos como Stephen Hawking e Elon Musk, apesar de investirem nas pesquisas, também compartilham das inseguranças de Marx em relação ao futuro da tecnologia. Hawking afirmou que o comando da tecnologia ainda está em mãos, o cientista refere-se às I.A’s como, possivelmente, o maior acontecimento da história da humanidade, a qual poderia ajudar a solucionar problemas globais, todavia acredita que se, de alguma forma, perdemos o controle sobre a Inteligência Artificial, isto poderia significar o fim da raça humana. Ademais, Musk, que comparou o ato de criar uma máquina autônoma com “invocar um demônio”, pressupõe que, a longo prazo, esta possa se tornar a nossa maior ameaça existencial. Estas visões são válidas, uma vez que, nos últimos anos, na tentativa de assemelhar as máquinas aos humanos, vêm-se estudando até mesmo a possibilidade de inserir redes neurais artificiais e os chips neuromórficos nas mesmas, as tornando capazes de interpretar as emoções humanas e até mesmo ter pensamentos próprios.

Com vista nos argumentos citados acima, a Inteligência Artificial, se usada corretamente, oferece vantagens práticas no cotidiano, contudo se não houver um limite no avanço, pode desencadear problemas ao futuro da humanidade. Desta forma, cabe aos governos de cada país, juntamente com empresas focadas no desenvolvimento de AI’s, projetar leis e critérios a fim de garantir a segurança das novas tecnologias, isso por meio de reuniões com cientistas e pesquisadores da área. Desse modo, a segurança será o objetivo principal e o ponto nevrálgico do óbice será resolvido.