Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/03/2021

A inteligência artifical foi criada para facilitar a vida e ajudar nas tarefas do dia-a-dia, mesmo assim as pessoas temem que essas máquinas aprendam como se aprimorar e chegar a substituir os humanos como no caso dos filmes “Matrix” e “Eu, Robô”. Stephen Hawking afirmou que o advento da I.A. será o maior evento da história humana. “Infelizmente, poderia também ser o último, a não ser que aprendamos a evitar os riscos”, disse. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para impedir falhas na tomada de decisões pelas máquinas e o perigo do fenômeno da superinteligência .

Visto que já existem carros autônomos no mercado, a tomada de decisões automática se torna algo muito mais delicado, já que o programa em algum momento teria que escolher entre a vida de seus passageiros ou a dos pedestres andando na rua. Durante uma entrevista dada para o site Car and Driver durante o Paris Motor Show, Christoph von Hugo, pessoa por trás do sistema de direção assistida e de segurança ativa da companhia, abordou o problema com a mais profunda e brutal sinceridade, declarando que a Mercedes-Benz vai proteger seus condutores sempre que possível. “Você nunca sabe o que pode acontecer com eles (pedestres) posteriormente em situações tão complexas com essas, então você salva quem você sabe que pode salvar (motorista)”, afirma. Além de todos os impasses éticos e morais, a implementação da inteligência artificial nos meios de transporte também ocasionaria uma onda de desemprego por conta da substituição do condutor dos veículos.

Além disso, nos filmes e séries de ficção científica, a tão falada I.A. tem um papél recorrente como vilã da história que pretende dar um fim à humanidade, normalmente começando com sistemas inofensivo que podem se autoaprimorar. Nick Bostrom, um filósofo sueco, afirma que uma inteligência artifical assim não detestaria pessoas ou tentaria machucá-las. “Essas máquinas serão indiferentes a nós”, afirma. O surgimento da I.A. e seus perigos ocupam seu livro mais recente, Superintelligence. Bostrom deixa um alerta para o surgimento de sistemas que podem se autoaprimorar. Um computador assim seria capaz de se reprogramar para aumentar sua própria capacidade, e quando estivesse mais poderoso, faria isso de novo. Assim, provavelmente desenvolveria capacidades de observação, aprendizado e planejamento muito superiores a dos humanos.

Logo, afim de evitar um possível declínio da humanidade por conta de uma superinteligência, seria necessário uma Lei dos Robóticos tal como a do filme “Eu, Robô”, cuja finalidade é impedir sua a violência contra humanos. Por conseguinte, um dos meios de evitar que situações nas quais uma I.A ficaria a cargo da escolha de quem vive, se deve manter a supervisão humana, assim o condutor tomaria a responsabilidade da decisão.