Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/03/2021

Na animação de 2018 “Violet Evergarden” há uma garota, Violet, que foi construída para a guerra, porém quando o combate chegou ao fim, ela se viu sem função para a sociedade e foi trabalhar como datilógrafa em uma agência dos correios. Mas isso não ocorre apenas na ficção, é notório que muitas pessoas têm sido demitidas para serem substituídas por máquinas. Dentre os principais problemas do avanço da tecnologia nesta área, estão o desemprego e a invasão de privacidade.

Nota-se que devido ao aumento das máquinas nos locais de trabalho, principalmente nas fábricas, muitas pessoas estão sendo despedidas, porque as máquinas executam o trabalho com agilidade e com custos inferiores aos trabalhadores convencionais. Um estudo feito em 2016, por Melanie Arntz, Terry Gregory e Ulrich Zierahn indica que o potencial de substituição de pessoas por máquinas é de 9%. Segundo um relatório feito pela consultoria McKinsey, em julho de 2019, estima um equilíbrio somente em 2030, com perdas e ganhos de 20%, com algumas variações.

Salienta-se que a inteligência artificial em produtos como os Echo (Amazon), ou Google Home (Google) precisam estar escutando tudo o que está acontecendo em sua volta todo o tempo, para os aparelhos funcionarem. Vale lembrar que até a própria Google assumiu a invasão de privacidade, com a justificativa de “aprimorar assistentes virtuais”. Todos os aparelhos que têm algum tipo de conexão com a internet são suscetíveis a invasões de hackers mal intencionados, com as assistentes virtuais não é diferente. Uma vulnerabilidade descoberta pelo grupo Security Research Labs, um coletivo alemão de pesquisa em segurança cibernética. A vulnerabilidade usa uma técnica de engenharia social conhecida como “Phishing”, para roubar dados importantes de suas vítimas. Eles a batizaram de “Smart Spies”.

Em suma, a inteligência artificial tem uma capacidade muito grande, tanto para o mal, tanto para o bem. Os problemas surgem a partir de certas falhas, ou da ausência de certos limites para a I.A. Para resolver o problema de desemprego, uma alternativa seria limitar algumas ações do robô, isto é: fazer com que eles desempenhem apenas atividades domésticas, ou aplicar um tipo de sistema híbrido, para que robôs e humanos trabalhem harmonicamente. Para solucionar os problemas de invasão de privacidade, as empresas deveriam criar uma função que permite ao usuário ter uma liberdade maior entre ter seus dados colhidos ou não. Outra boa alternativa seria os dados serem usados somente para a melhora da inteligência artificial, porém, não há uma forma eficaz de verificação de onde está sendo usado seus dados.