Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/03/2021

Em Star Wars, o icônico personagem Obi-Wan Kenobi, uma vez disse: “Se os droids pudessem pensar, nós não estaríamos aqui”, demonstrando a capacidade da IA (Inteligência Artificial) de se equiparar ao raciocínio humano. Não distante da ficção, essa realidade já pertence ao mundo contemporâneo. Entretanto, a eficácia desse método é questionada, frequentemente, em função da provável substituição do ser vivo, que em virtude disso tem o desemprego e os perigos à vida na adoção da IA. Assim, é substancial a revisão desse mecanismo, previamente, a sua adesão absoluta.

A priori, é válido ressaltar que após a Terceira Revolução Industrial, as inovações passaram a ter como objetivo a sintetização dos processos, diminuindo assim o número de mão de obra. Acerca disso, a modernização propaga-se de forma pejorativa no âmbito trabalhista, já que é uma das principais causas do aumento de desemprego. Com isso, ao implementarem a IA nas empresas, agricultura e a tarefas cotidianas, resignam a substituição humana o que, consequentemente, resulta em uma maior desigualdade hierárquica, uma vez que apenas uma minoria da população é capaz de aderir ao método e a maioria depende dos trabalhos realizados por esses para sua sobrevivência. Logo, é preciso uma conciliação entre a implantação da máquina e a preservação de empregos no mercado de trabalho, a fim de não violar os valores éticos da sociedade.

Ademais, é fundamental salientar que a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos), garante a segurança e o bem-estar de todo cidadão. Entretanto, a robotização de procedimentos humanos vai contra à prerrogativa referida, dado que corrobora para uma insegurança do indivíduo por ainda ser uma área inexperiente. Diante disso, ao efetivar o uso da Inteligência Artificial, reações inesperadas podem ser fatais a vida das pessoas, visto que ela é rotulada de acordo com uma programação e ao ocorrer imprevistos não se sabe ao certo qual será sua reação. Dessa forma, é preciso que haja um acompanhamento especializado e uma preparação dos empregados para lidarem com eventualidades de maneira segura.

Destarte, é notório que a IA precisa de alguns cuidados e mudanças para não colocar em risco os valores éticos e morais da sociedade. Portanto, cabe ao Legislativo criar uma Lei contra a substituição total do ser humano pelas máquinas, sancionando um regulamento que exija a conciliação de ambos a fim de evitar um desemprego estrutural. Outrossim, cabe ao Ministério do Trabalho garantir o bem-estar das pessoas, exigindo que ao se implantar a IA haja apoio técnico aos funcionários, no intuito de se obter o controle dos mecanismos e evitar acidentes. Assim, junto com a nova era de modernização se preservará os direitos básicos da população, como garante a DUDH.