Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/03/2021
A recente terceira revolução industrial, também conhecida como revolução técnico-científica, trouxe ao século XX uma série de avanços tecnológicos nas áreas da informática, eletrônica e robótica, que revolucionaram as interações sociais. Nesse contexto, o mundo pós revolução, continuamente em metamorfose, apresenta sérios desafios. Sendo assim, entre os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial estão: a troca de operação humana nas indústrias pelas máquinas e o uso de dados pessoais para manipulação social.
Como já sugerido, a precisão das máquinas e computadores nas grandes indústrias têm inutilizado diversas funções por sua eficácia e inteligência. Dessa forma o fórum econômico mundial estima que em 2021 até 7 bilhões de empregos seriam perdidos pelas máquinas. Portanto, apesar das várias facilidades e benefícios que os sistemas de computadores inteligentes trouxeram, em contraponto, suas mudanças sociais ameaçam a subsistência de bilhões de pessoas. Assim, questiona-se o real limite benéfico dos sistemas inteligentes, voltando-se contra a espécie de seus criadores.
Além disso, nas grandes empresas de entretenimento e redes sociais, o constante uso de dados e informações de seus usuários pelos programas de inteligência artificial, têm verdadeiramente manipulado a vida das pessoas em escala global. Como denunciado no documentário “O dilema das redes”, original da Netflix, existem sistema completamente robotizados e especialmente programados para reunir e utilizar as informações de cada usuário, a fim de montar um perfil e enviar anúncios e sugestões que induzirão o utente às suas recomendações.
Logo, os impasses morais e éticos do uso da inteligência artificial demonstram a necessidade de haver um controle sobre o domínio da tecnologia. Por conseguinte, é nescessário a criação de leis, em cada país, por seu agente legislador, para o fim de fiscalização do uso dos dados dos usuários por grandes empresas de mídia, impedindo o uso deliberado pela inteligência artificial. Não só, a partir da iniciativa governamental local, incentivando as empresas para a criação de cursos especializados para os funcionários, reagrupando-os em cargos atualmente necessários, colocariam o homem mais capacitado lado a lado com as máquinas. Desta forma, seria possível contra por os empasses causados pelo uso da IA.