Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 30/03/2021

Janet, personagem da série “The Good Place”, é uma robô guia do Bom Lugar. É uma fonte inesgotável de informações e pode conseguir tudo que alguém desejar. Ela sabe tudo e isso a torna uma das personagens mais engraçadas e cativantes do seriado. Todavia é válido analisar até que ponto a tecnologia é um benefício aos seres humanos, para que não haja uma evolução a algo semelhante a Janet do Lugar Ruim. Diante dessa perspectiva percebe-se a consolidação de uma problemática em virtude do medo pela incerteza do funcionamento da inteligência artificial e de quanto estas máquinas compreendem o sentimento humano e são capazes de reproduzí-lo.

Nesse contexto, é inegável que mudanças tecnológicas ocorreram muito rapidamente, transformando a indústria e a sociedade, que atualmente depende de dispositivos eletrônicos em basicamente todos os aspectos da vida. Dessa maneira, a questão do comportamento destas tecnologias serem um pouco imprevisíveis, mesmo sendo criadas com o objetivo de otimizar tarefas destinadas a humanos, é como garantir que não farão diferente do que foram previamente programadas para fazer, podendo desequilibrar uma sociedade regida por certos códigos morais. Assim, devido à capacidade de tomar decisões próprias e de aprimoramento destas superinteligências, não é possível garantir com certeza que os homens conseguirão controlá-las em vez de serem controlados por elas.

Nesse cenário, outro fator assustador é se estas tecnologias serão capazes de sentir algo, como o amor e a empatia, ou serão totalmente indiferentes a qualquer indivíduo, podendo facilmente se voltar contra eles. Como exibe o filme “Matrix”, onde os robôs exercem total domínio sobre os homens. Assim como a ficção vem refletindo há vários anos em diferentes obras, o antagonismo das máquinas, que sempre acaba em destruição, de um ou ambos os lados.  Mas apesar dessa perspectiva ser exagerada é uma possibilidade que deve ser analisada por todos os lados, já que pode-se quase afirmar que não se trata mais de “se” mas sim de “quando”.

Em suma, as dúvidas sobre esta problemática são perduráveis, entretanto deve-se ir sanando-as ao longo do caminho de criação dessas máquinas, para que não reste dúvidas e nem medo da inovação. Contudo,  acadêmicos e cientistas devem pontuar certas regras para a garantia de que seja seguro conviver com elas sem um contínuo receio de que mesmo que não pensem nem ajam como as pessoas, serão relacionáveis. Pois avanços científicos não podem e nem devem ser estagnados.