Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/04/2021

Pode-se afirmar que a ciência vem evoluindo exponencialmente com o passar dos anos. Nesse contexto, o uso da inteligência artificial vem trazendo impasses éticos e morais. Isso ocorre pela tentativa de reproduzir o jeito humano de pensar, através de ferramentas automatizadas e banco de dados.

É indiscutível que o avanço científico não deve ser interrompido, mas vale lembrar que a inteligência artificial pode trazer um grande risco à sociedade. Prova disso é que a essência do comportamento humano, os valores e o senso crítico para tomada de decisões não são inerentes às máquinas. Sabendo que máquinas superinteligentes podem ser capazes de se autoprogramar, estudiosos como Stephen Hawking, afirmam que é preciso criar regras e impor limites para que se possa conviver em segurança com as mesmas.

Além disso, o uso de inteligência artificial é uma ameaça à mão de obra humana, visto que grande parte das profissões poderiam ser substituídas. Em contrapartida, seria um grande risco empregar máquinas em funções que precisam de ação rápida e discernimento para tomada de decisões diante de situações adversas, como dirigir um automóvel, gerenciar uma corretora financeira e até mesmo pilotar um avião.

Diante do exposto, é necessário que a ciência seja mais cautelosa no emprego dessas tecnologias automatizadas, para que a ética e a moral não se percam em meio ao avanço de máquinas robóticas que tentam assemelhar-se ao comportamento humano. Pois são esses princípios que norteiam a vida em sociedade, e na falta desses valores, o convívio entre homem e máquina estaria fadado ao fracasso.