Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 19/04/2021

De acordo com o físico alemão Albert Einstein, a tecnologia humana um dia ultrapassaria a própria humanidade. Nesse sentido, ganha destaque o debate atual acerca dos impasses éticos e morais da implementação da inteligência artificial (IA). Não obstante, o uso desse recurso constitui-se como uma oportunidade para efetivar a preservação da vida humana. No entanto, o uso da IA. sem a supervisão técnica pode substituir a mão de obra humana, depreciando profundamente as relações sociais de trabalho. À vista disso, é importante analisar os benefícios e os perigos dessa medida para garantir que a premissa de Einstein não se concretize.

Antes de tudo, é necessário enfatizar que a automação dos meios de transporte contribui para a diminuição dos acidentes. Nessa perspectiva, faz-se relevante analisar os dados do Escritório de Registros de Acidentes Aéreos, segundo o órgão, desde 1918, ocorreram 19 632 incidentes, dos quais 67,57% foram resultados de falhas humanas. Em virtude disso, a empresa europeia Airbus realizou, em 2020, a primeira decolagem teste autônoma em um avião comercial. Assim, torna-se evidente que o uso da inteligência artificial nos meios de transporte reduziria as falhas humanas, por conseguinte, evitariam muitos acidentes. Todavia, muitas pessoas revelam-se temerosas a tendência, devido, principalmente, ao desconhecimento da tomada de decisões de uma máquina. Portanto, devem ser feitas campanhas midiáticas explicitando o funcionamento do sistema, antes de sua implementação.

Por outro lado, é imprescindível analisar não só os potenciais benefícios da inteligência artificial, mas também os malefícios da proeminente substituição humana. Dessa maneira, destaca-se o pensamento do “CEO” da companhia tecnológica Tesla, Elon Musk, “a inteligência artificial é uma ameaça maior que as bombas nucleares”. Consoante ao pensamento do empresário, o cientista chinês, Kai-Fu Lee, fez uma previsão de que em 15 anos a IA. substituiria 40% dos empregos convencionais. Desse modo, o grande impasse na utilização desses sistemas é a substituição humana que agravaria o desemprego, a desigualdade e a fome.

Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com empresas privadas do ramo, criar programa, Por Trás da Inteligência Artificial (PTIA). Para tanto, esses órgãos, através de uma iniciativa público-privada, devem financiar o ensino técnico nas universidades, permitindo que os brasileiros estejam no controle das máquinas em suas funções, evitando o desemprego. Ademais, a mídia deve disseminar campanhas midiáticas  nas redes para diminuir o temor da população. Destarte, a IA. trabalharia em função da melhoria na vida humana, atenuando os impasses da sua execução.