Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 26/04/2021

No filme “O Mundo de Sofia”, baseado no clássico livro homônimo, são debatidos dilemas filosóficos que abordam aspectos éticos e morais da sociedade. Assim como na obra, questões inovadoras ou desconhecidas podem suscitar dúvidas e gerar desconfianças em parte da população. Esse é o caso do uso da inteligência artificial, cujo impasse ocorre sobretudo devido aos escândalos relacionados ao assunto e aos entraves para garantir a segurança e a privacidade dos indivíduos.

Em primeiro plano, pode-se citar o documentário “O Dilema das Redes Sociais” que exemplifica perfeitamente como os dados pessoais podem ser combinados com a inteligência artificial. Por meio de mecanismos e algoritmos, tais informações são disponibilizadas para grandes empresas direcionarem os seus anúncios e engatilharem o processo de consumo. Ademais, também é possível que os dados sejam utilizados no âmbito político, a exemplo do escândalo da “Cambridge Analytica” durante o processo eleitoral do ex-presidente estadunidense Donald Trump.

Outrossim, com o objetivo de garantir mais segurança para as informações pessoais dos cidadãos, o governo brasileiro implantou a Lei Geral de Segurança de Dados (LGPD). Tal legislação visa cumprir os direitos fundamentais de liberdade e privacidade dos indivíduos, fato de suma importância devido aos recorrentes vazamentos de dados. Dessa forma, as corporações teriam maior responsabilidade sobre as informações em sua posse, sendo necessário utilizá-las com cautela.

Portanto, pode-se concluir que é fundamental a discussão acerca da utilização da inteligência artificial. Para amenizar tal problemática, é necessário que a população conheça o destino das suas informações pessoais e até que ponto elas podem ser utilizadas, afim de conscientizar sobre o compartilhamento excessivo de suas vidas pessoais nas redes. Além disso, é primordial que o governo federal fiscalize e aplique penas para organizações que descumprirem a LGPD, tendo em vista que a ética e a moral devem ser as principais diretrizes das empresas.