Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 28/04/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar como mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a utilização da inteligência artificial causa adversidades éticas e morais, afetando a sociedade como um todo. Assim, seja pela diminuição de vagas de emprego, seja pela negligência populacional, o problema exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é válido destacar que a tecnologia é o fator primordial que oferece uma modernização e inovação do mundo. Entretanto, com o advento e o surgimento de tecnologias avançadas como a inteligência artificial, ou ser humano passa a não ser a prioridade nas indústrias de prestação de serviços, e sim como máquinas, que são programadas para executar uma tarefa necessária 24h se for preciso, não de férias, muito menos salário, diferentemente do ser humano, o que contribui para a exclusão de individualmente nas indústrias em grandes porcentagens e acarreta conseqüentemente do desemprego, a fome, a miséria etc. Logo, é substancial que medidas sejam para a mudança desse quadro .
Somado a isso, é necessário reconhecer que a inteligência artificial, juntamente com a indústria 4.0, estão tomando cada vez mais rápido os lugares dos humanos. No entanto, a partir do momento em que os limites não são impostos pelos próprios seres humanos responsáveis pela criação das tecnologias e que vão contra a ética e a moral da vida, o problema faz-se presente devido ao fato de a IA ser algo programado, não ser um ser racional que pensa e sabe distinguir errado do certo, e são exatamente essas “criaturas” que estão pouco a pouco tomando o lugar no mundo, nas indústrias, nas etc. Assim, o cenário precisa ser revisto urgentemente.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação da população civil, que deve ser por meio de campanhas e manifestos, promover movimentos que abordem a importância de vagas disponíveis na indústria para a categoria do indivíduo, alegando a tamanha capacidade do ser humano em muitas vezes racional, serem melhores que máquinas que podem dar defeitos e prejuízos, e assim, proporcionar uma população em que uma sociedade não seja “controlada por máquinas” e sim estar de acordo com a ética e a moral de cada povo e nação.