Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 26/05/2021

Após o término das guerras mundiais ocorridas no século XX, muitas tecnologias, que foram inicialmente criadas para fins bélicos, foram aprimoradas e introduzidas no cotidiano das sociedades como meio de revolucionar e facilitar a vida dos cidadãos. Nesse sentido, no contexto atual, já existem invenções que substituem as tarefas que eram realizadas pela própria raça humana. Diante dessa realidade, surgem-se impasses éticos e morais que questionam a segurança dessas criações e como será a vida no corpo social, depois da implementação dessas inteligências artificiais.

A princípio, é importante ressaltar que a realização de grande parte das atividades se tornou dependente da tecnologia no mundo hodierno. À vista disso, segundo o empresário norte-americano Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Nessa linha de raciocínio, é evidente que tal afirmação é válida, contudo, grande parte da população ainda não possui total confiança nessas novas ferramentas que estão sendo criadas, haja vista que alguns meios de transporte aéreos e terrestres já implementaram opções de controle por inteligências artificiais o que lida diretamente com a vida dos passageiros. Desse modo, essa nova tendência do futuro continua enfrentando muitas barreiras para confirmar a sua efetividade às populações.

Outrossim, cabe citar que, segundo o físico moderno Albert Einstein, “a tecnologia já ultrapassou a nossa humanidade”. Sob essa perspectiva, a substituição de máquinas em detrimento do pensamento humano torna-se um exemplo claro dessa citação. Tal desevenvolvimento promove uma reflexão sobre o novo papel social do ser humano nesse contexto de inovações e mudanças que o transforma em um alienado que não desempenha funções importantes. Mediante esse cenário, surge-se a denominada “indústria 4.0”, que promete a automatização dos meios de produção, demitindo os operários e exigindo apenas de controladores para os robôs. Dessa forma, muitas profissões não existirão mais e, aqueles que não conseguirem se adaptarem a essas novas exigências, perderão seus postos e terão que se reinventar para viver em sociedade, o que causa grandes preocupações para as nações.

Portanto, é necessário que o Governo, na figura dos três poderes legislativos, crie normas legais e fiscalize fortemente o desenvolvimento de inteligências artificiais, garantido para os cidadãos, por meio de testes e pesquisas comprovadas, a eficácia desses equipamentos e os tornem despreocupados em relação ao assunto. Ademais, é necessário que o mesmo órgão reavalie, com o apoio das indústrias e sindicatos, alternativas com o fito de ajudar toda a população a se adaptar e inserir nessa nova realidade de inovações. Isso deve ser feito por meio de cursos intergeracionais, com instruções psicológicas e técnicas, nos meios virtuais e presenciais. Assim, superar-se-ão todos esses impasses.