Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/06/2021

O filme “Wall-E” retrata a história de um robô num futuro distópico. Fora da ficção, a trama pode ser comparada a uma temática real relacionada ao uso da inteligência artificial, o qual apresenta dilemas éticos e morais. Dessa forma, faz-se mister discutir sobre essa problemática, que é decorrente do despreparo da sociedade perante essas tecnologias e da insuficiência legislativa.

A princípio, vale ressaltar que a população ainda desconhece o total funcionamento da inteligência artificial. Nesse viés, Albert Einstein já afirmava que era notório que a tecnologia ultrapassou a humanidade. Tal citação se refere ao fato de que a inteligência artificial é capaz de se atualizar e aprender por conta própria. Logo, a ignorância a respeito da regulação dessa tecnologia gera o temor social de que o mundo seja um dia dominado pelas máquinas.

Ademais, o uso dessa inteligência não é devidamente regulamentado pelos governos. Nessa perspectiva, é corriqueiramente noticiado escândalos geopolíticos, como a espionagem entre países e a violação de privacidade da população. Esses acontecimentos ocorrem, principalmente, devido à insuficiênciaa legislativa no que tange ao uso de dados tecnológicos. Assim, tal cenário favorece transgressões éticas e corrompe os direitos à liberdade e privacidade.

Por conseguinte, é fulcral que o uso da inteligência artificial seja regulmentado. Para isso, urge que cada governo instaure uma comissão de controle de tecnologias, a qual seja responsável por determinar as regras de uso adequado dos dados, a fim de que as inovações tecnológicas ocorram de modo seguro e ético, a benefício da humanidade como um todo. Tal medida deve contar com recursos humanos capacitados a lidar com a temática, além de ser responsável por zelar pela transparência de informações dos sistemas de inteligentes para toda população. Destarte,