Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 21/06/2021
No filme Big Hero, lançado em 2014 pela Disney, o adolescente Hero cria um projeto para entrar numa faculdade de tecnologia. Sua criação é intitulada de “Microbôs”: pequenos robôs controlados por um neurotransmissor que, quando juntos, assumem a forma que for imaginada, podendo ser usados na contrução civil e em outras áreas. Saindo desse panorama fictício e a dentrando na realidade brasileira, percebe-se que os avanços tecnológicos possibilitam muitas inovações e possibilidades. Dessa maneira, torna-se fundamental pontuar até que ponto uma máquina pode substituir um ser humano, bem como questionar a imparcialidade da Inteligência Artificial.
De início, é importante destacar a versatilidade que a Inteligência Artificial pode adquirir nos dias atuais, já amplamente inserida no dia a dia das pessoas. No entanto, máquinas independentes levantam questionamentos, por exemplo, o carro autônomo do Google, com a ausência de comandos humanos, que, embora seja um grande avanço tecnológico, uma máquina com IA não tem a capacidade crítica de análise de uma situação inerente ao ser humano. Além disso, o filme da Disney Pixar, Wall-E aborda uma situação em que todos humanos saíram do planeta, por falta de condições para vida, e vivem numa nave onde tudo é comandado por Inteligência Artificial e os habitantes da nave são afeta-dos por problemas como obesidade, tendo em vista que eles nem precisam andar, pois as máquinas o fazem. Mesmo que uma história fictícia, o filme infantil aborda um tema que não pode ser negligênciado: o limite do uso de máquinas com IA.
Concomitantemente, convém pontuar, ainda, que é inegável que as máquinas assumem um viés opinativo. Isso acontece, porque, apesar de não ter a racionalidade, elas são programadas por humanos, e os dados que lhes são apresentados, podem sempre, mesmo que sutilmente, esconder alguma realidade. Como foi possível perceber em um concurso elaborado de forma online, em 2016, com mais de 600 mil fotos analisadas de mulheres, em que as escolhidas mais belas, eram, majoritariamente brancas. A causa disso foi o padrão de beleza apresentado às maquinas, que eram atrizes “hollywodianas”. Assim, é possível perceber que, há uma validade de dados, pois o que era verdade no passado, pode não ser mais atualmente, e essa antiga realidade pode estar escondida.
Portanto, a discussão dos impasses éticos e morais são uma realidade brasileira. Com isso, é preciso que os parlamentares regularizem esse tipo de prática no país, a partir do estabelecimento de leis regulamentanto e estabelecendo limites para o uso de IA, com a criação de propostas e suas respectivas votações na Câmara e no Senado, a fim de propôr um uso seguro dessa tecnologia, para que, a inteligência artificial seja utilizada de maneira inteligente.