Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 15/06/2021
Nos últimos anos, inteligências artificiais (IA) com a Siri e a Alexa, ajudantes pessoas da Apple e da Amazon, respectivamente, vêm se popularizando entre consumidores. Entretanto, essa tecnologia não se restringe ao uso doméstico, tendo conquistado setores da publicidade e da segurança em diversas partes do mundo. Contudo, a aplicabilidade das IA enfrentam diversos impasses éticos e morais, dentre eles destacam-se a perda de privacidade e autonomia.
Em primeiro plano, umas das expressões de mais destaque das inteligências artificiais são os algoritmos. Essa ferramenta é utilizada pelas redes sociais afim de customizar o conteúdo apresentado a cada indivíduo, para obter informações são registradas interações em várias plataformas, como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas pertencentes ao Mark Zuckerberg. No entanto, o problema dessa tecnologia é a falta de transparência quanto aos limites éticos no âmbito virtual, pois os termos de consentimento da coleta de dados escondem-se atrás exaustivos, além de impossibilitar o uso das aplicações, caso recusadas.
Ademais, os algoritmos e facilitadores promovidos pelas inteligências artificiais vão na contramão da autonomia humana. Por exemplo, o filme Wall-e apresenta um futuro distópico em que a vida das pessoas é inteiramente mediada por máquinas dom IA. Embora o longa extrapole a realidade, é possível estabelecer um paralelo com o aumento da dependência de aparatos virtuais e tecnológicos para a realização de tarefas básicas como deslocamento, comunicação e alimentação. Estabelecendo assim um impasse moral, pois as IA não são neutras, dessa forma transmitem em seu funcionamento vieses de terceiros.
Portanto, é possível concluir que o uso de inteligências artificiais encontra obstáculos no campo ético e moral, ameaçando a privacidade e autonomia dos usuários. Para superar esses entraves, além de políticas a nível internacional, caba a sociedade civil e os governos devem promover a conscientização quanto as relações com a tecnologia. Para efetivar esse plano, componentes curriculares de informática devem estar presentes desde o ensino básico, afim de preparar as novas gerações para uma realidade mais computadorizada e conectada.