Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 15/06/2021
O filme “Os vingadores - era de Ultron” mostra Tony Stark (Robert Downey Jr.) quando constrói um sistema de inteligência artificial que cuidaria da paz mundial. Entretanto, o projeto acaba dando errado e gera o nascimento de Ultron, que nutre um ódio pela raça humana e tem como objetivo destruí-la. Nesse contexto, os impasses éticos e morais da inteligência artificial se tornam um questionamento nos dias atuais em relação a convivência com essas máquinas no futuro, a substituição da mão de obra humana e a responsabilidade na criação dos robôs.
À princípio, é válido ressaltar que desde o início das revoluções industriais o mundo vem se modernizando rapidamente. Assim, a inclusão da tecnologia no dia a dia dos indivíduos se torna cada vez mais frequente, contribuindo tanto positivamente quanto negativamente. Exemplo disso é a questão da substituição do trabalho humano pelas máquinas, que tem como objetivo automatizar cerca de 45% dos empregos nos próximos 20 anos. Sendo assim, há quem veja tal fato como algo bom, como os grandes empresários, mas existe a vasta maioria dos indivíduos que irão sofrer com o aumento do índice do desemprego.
Ademais, ao mesmo tempo em que a inteligência artificial se populariza, questões levantadas por especialistas sobre a ética e moral na robótica se tornam impossíveis de ignorar. Desde quando a tecnologia era uma ideia presente apenas nos filmes de ficção, muitos questionavam quais os limites da aplicação da inteligência artificial e responsabilidade caso algo não saísse como planejado, afinal, não existe uma legislação com regras e punições exclusivas para robôs.
Diante disso, cabe ao Ministério do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação, através de verbas federais, promover projetos para especializar os indivíduos para trabalhar em síntese com a inteligência artificial, visando a redução do índice de desemprego futuro. Além disso, cabe à Organização das Nações Unidas, em conjunto com todos os países, impor limites e regras na criação dos robôs, para que assim um futuro seguro e justo seja alcançado.