Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 16/06/2021
No século XVIII, durante a Revolução Industrial, as máquinas começaram a ser utilizadas nas indústrias, substituindo, aos poucos, atividades que antes eram realizadas pelos seres humanos. Hoje, com o passar dos anos e da evolução da inteligência humana, há diferentes tipos de máquinas com diferentes funções, o que revolucionou a vida na Terra. Contudo, apesar de inúmeros benefícios, há, também, impasses morais e éticos sobre o uso da inteligência artificial no Brasil, como, por exemplo, a invasão da privacidade de quem a utiliza e a diminuição de empregos para os cidadãos.
Em primeira análise, é evidente que a tecnologia está cada vez mais sofisticada e revolucionária, um exemplo disso é a famosa assistente virtual “Alexa”, que conta com a inteligência virtual para realizar tarefas simples, cuja obedece apenas por comando de voz. Apesar da facilidade e praticidade que as novas tecnologias oferecem, por possuírem um vasto armazenamento de informações sobre quem as utiliza, com informações importantes e pessoais, infelizmente, é comum ocorrer os chamados crimes cibernéticos, que é o vazamento de informação, roubo de dinheiro ou a utilização inapropriada de dados pelos criminosos. Diante disso, a procura por peritos digitais vem aumentando, de acordo com a Academia de Forense Digital, visto que a utilização da inteligência virtual em computadores e celulares, por exemplo, está cada vez mais recorrente, o que propicia a invasão da privacidade.
Em segunda análise, após a implementação das máquinas nas indústrias, no período da Revolução Industrial, elas começaram a se aprimorar e substituir tarefas feitas pelos trabalhadores, por exemplo, os veículos autônomos, como o trator, em que apenas uma pessoa e uma máquina móvel substitui o trabalho de muitas outras. Em virtude disso, há, no Brasil, um crescente desemprego. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil alcançou a marca de quase 15 milhões de desempregados no país, número que foi intensificado com a pandemia da Covid-19, uma vez que foi necessário, para algumas empressas, dispensar funcionários para evitar a propagação do vírus. Diante do exposto, foi preciso inovar e, para substituir os indivíduos, as instituições fizeram o uso da inteligência artificial, como o “chatbot”, que simula um ser humano em uma conversação.
Portanto, tendo em vista os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial no Brasil, é mister que o Estado estenda a Lei Geral de Proteção de Dados para todo e qualquer indivíduo, por meio da apresentação de uma nova proposta e mudança da legislação no Congresso Nacional, com o fito de garantir proteção a toda a população. Ademais, é imperioso que as empresas estabeleçam a obrigatoriedade de, a depender de cada instituição, uma quantidade mínima de funcionários, por intermédio de uma parceria com o governo federal, a fim de diminuir o desemprego no país.