Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 20/06/2021

Em 1958, o estudioso John McCarthy criou o termo “inteligência artificial”, sem imaginar no grande percurso que teria a tecnologia, como  impasses éticos e morais que foram surgindo, em especial na atualidade. Deles, elencam-se a regulação a captura de dados gerados a partir do uso de seres humanos das plataformas, bem como a questão sobre o que empresas podem fazer para influenciar usuários monitorando seus passos.

Em primeira análise, deve-se observar que todas as ações na internet geram rastros, que são capturados pelas empresas provedoras. Destarte, confome a autora Shoshana Zuboff, o chamado capitalismo de vigilância é baseado na prática de guardar dados dos usuários, muitas vezes obtidos com inteligência artificial, o que, sem dúvidas, gera violações éticas, pois torna o ambiente virtual antônimo de privacidade, como menciona Zuboff.

Por conseguinte, lembra-se de que esses dados capturados não ficam apenas guardados, já que são usados para influenciar pessoas de diversas maneiras. Assim, como mostra o documentário “O Dilema das Redes”, mecanismos de inteligência artificial analisam os usuários por meio de como interagem com as mídias sociais, de forma a fazê-los usá-las por cada vez mais tempo. Dessa forma, essas plataformas provocam comportamentos nas pessoas que as utilizam por meio de anúncios e postagens direcionadas para certos perfil sociais.

Portanto, propõe-se que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, por meio de portaria normativa, crie uma constante investigação todas as empresas de redes sociais, em especial as com maior número de usuários no Brasil. Então, poder-se-á identificar com mais celeridade desvios que as companhias fizerem, devendo-se, ainda, pesadas multas àquelas que não cessarem armazenamento e uso indevido de dados captados com inteligência artificial, assegurando o direito inalienável da privacidade. Desse modo, construir-se-á um capitalismo menos baseado na vigilância, como escreve Shoshana Zuboff.