Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 16/06/2021
“Eu, robô” é um filme que retrata uma sociedade na qual robôs existem para servir as pessoas, possuindo um código de programação que os impedem de fazer mal aos seres humanos, o qual, porém, parece ter sido quebrado quando um deles se torna o principal suspeito de um assassinato. Esta obra evidencia os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial, que tratam da interação entre máquinas e indivíduos, os seus riscos e as suas consequências.
Nesse contexto, tendo em vista que a convivência com robôs já está se tornando uma real, os resultados de seu uso é, ainda, alvo de grandes debates. Assim, sabe-se que a inteligência artificial deve existir em prol da humanidade. Entretando, falhas podem ocorrer, acarretando consequências, entre elas, o risco de vida. Por exemplo, carros com piloto automático que ficam responsáveis por tomar decisões, estas que, a depender da situação, podem ser complexas demais para uma máquina. Nesse cenário, é evidente o que disse o diretor executivo da Apple, Tim Cook, “o que todos devemos fazer é nos certificar de que estamos usando a inteligência artificial de uma maneira que beneficie a humanidade, e não que a deteriore”. Isso sugere que as consequências do uso dessa tecnologia podem ser boas ou ruins, e que há, por certo, possibilidades que ainda não foram imaginadas.
Ademais, a ética e a moral da relação entre a inteligência artificial e os seres humanos merecem uma grande atenção. Assim como no filme “Eu, robô”, a tendência é que essa tecnologia passe a fazer parte ainda mais do cotidiano, até mesmo, servindo como trabalhadores. Diante disso, sabe-se que o uso de robôs como mão de obra é um fato que já ocasionou altas taxas de desemprego, o que tende a piorar, sendo, assim, um dos maiores impasses éticos. Pois, o desemprego ocasiona o aumento da fome e da miséria. Para mais, sabe-se que o uso dessa grandiosa tecnologia é para melhorar a vida dos indivíduos. Contudo, falha nas programações, que são criadas por cientistas, podem gerar, por exemplo, o desprezo e a indiferença quanto aos humanos, ou então, falhas na execução de tarefas. Associa-se esses possíveis eventos ao que foi dito pelo célebre físico Stephen Hawking: “a criação bem-sucedida de inteligência artificial seria o maior evento na história da humanidade. Infelizmente, pode também ser o último, a menos que aprendamos a evitar os riscos”.
Portanto, os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial devem ser analisados pela Organização das Nações Unidas e seus países membros desde agora, a fim de regular o uso dessa tecnologia, para que não haja consequências que prejudiquem a humanidade. Mais: os governos de cada país deve evitar que as máquinas substituam ainda mais as pessoas na execução de trabalhos. Assim, a ética e a moral não serão burladas e a sociedade não sofrerá as consequências.