Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/06/2021

A série de ficção científica inglesa “Doctor Who”, de 1963,  tem em um de seus vilões clássicos a raça ciborgue-humanoide, “Cybermen”, a represan-tação do medo de dominação da máquina sobre o homem. Hoje, para muitos, esse receio recai não mais nos ciborgues e sim nas inteligencias artificiais(IA), que possuem diversos impasses éticos entre eles a invasão a privacidade e as decisões tomadas por uma limitada interpretação da realidade.

Inicialmente é importante analisar que muitas tecnologias de rastreamento estão em uso, principalmente pela polícia científica e entre elas o reconhecimento facial. Esse programa, de forma simples, busca rostos em fotos de listas oficiais do governo e cruza referências, entretanto, como a maior integração tecnológica esse seviço pode rastrear pessoas por cameras de segurança ao vivoe com o auxilio da IA os dados são coletados constantimente e espera-se que possa antecipar crimes e ataques. Apesar de superficialmente boa, os impasses morais se encontram nos critérios e nos dados usados para formar essa lista de vigilância que apresentam falhas e o sistema é usado para quebrar a privacidade de cidadãos inocentes o que é um ataque a individualidade.

Analisa-se, também, que esses critérios que são a base para a tomadda de decisão e nem sempre é sufucientes. Um exemplo disso foi a condenação do americano Eric Loomis, divulgado pela folha, em 2013 que teve o auxílio de uma inteligência artifical e depois de 3 anos uma revisão dos dados finalmente foi feita e  percebeu-se que o critério maior de culpabilidade foi o fato de ele ser negro e que todos os negros são classificados como pessoas de risco. Isso foi apenas uma analise de dados e não uma interpretação confiável da realidade, para Adorno e Horkheimer a tecnologia não é  neutra e nesse caso a IA foi programada de maneira racista. Por isso não se deve deixar sob controle total de decisões programas com risco de falhas pois coloca em risco as vidas humanas e seu direito a liberdade porque mesmo com conhecimento uma máquina não pode compreender a realidade das pessoas.

Nota-se, portanto, que o direito a privacidade deve ser preservado e que o uso de IA precisa ser supervisionado. Para isso, é necessário que os cientistas de desenvolvimento criem regras éticas para o uso de suas criações através de debates realisados em congressos internacionais feitos em zonas neutras, como foi feito com a engenharia genética, decidindo até que ponto essa inteligência terá autonomia e como será a relação dela com o supervisor responsável para a tomada de decisões que afetem outras vidas. Para que assim essa tecnologia não seja um risco nem uma invasão a humanidade.