Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/06/2021

Em um dos episódios da série norte-americana “Black Mirror” conta a história de um diretor técnico em programação tecnológica. Diante disso, após sofrer exclusão social ele utiliza o dna, roubado, dos seus colegas de trabalho para um jogo explícito de violência. Nessa perspectiva, a ‘‘distração’’ criada por meio da inteligência artificial torna-se um ambiente de ódio. Fora da ficção, é fundamental analisar os impactos éticos e morais do uso dessa engenharia no cotidiano da população.

Sob esse viés, as inúmeras informações contidas em um aparelho eletrônico pode ser usada como alvo de criminosos ou até mesmo de fornecedores de aplicativos. Sob essa ótica, o documentário ‘‘Dilema das Redes Sociais’’ representa uma visão didática para melhor entendimento de como funciona o roubo de dados de maneira omissa. Isto é, são criados avatares para cada usuário com objetivo de prender a atenção por maior tempo possível, ignorando as necessidades de pausa. Desse modo, os termos éticos que são garantidos por cada aplicativo é infringido.

Além disso, a substituição do trabalhador por máquinas é uma das principais preocupações em termo do investimento nesta tecnologia artificial. Nesse sentido, de acordo com a pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, os resultados apontam que cerca de 54% dos trabalhadores formais estão ameaçados por softwares, no Brasil. Por esse motivo, deve-se garantir o emprego à população para que não seja crescente o índice de desemprego medido pelo Instituto de Geografia e Estatística.

Depreende-se, portanto, a necessidade da resolução quanto aos impasses éticos e morais da inteligência artificial. Para tanto, cabe à Organização das Nações Unidas juntamente com o Poder Legistivo de cada país, promover ações para garantia da segurança dos usuários de redes. Tal ação deve ocorrer por meio de atividades anuais, como vistorias em cada empresa certificada. Como exemplo desse meio, as visitas realizadas possui como objetivo a garantia dos Direitos Humanos, como exemplo, o direito à privacidade e além disso, a regulamentação para não criação de tecnologias que busquem excluir atividades realizadas por pessoas. Consequentemente, o uso dessa ferramenta será benefício e não competição em ambientes de trabalho, ou seja, servirão como auxiliadores. Por fim, não será uma realidade prevista em um dos episódios de ‘‘Black Mirror’’.