Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/06/2021

Com o advento da Revolução Industrial, as máquinas começaram a expandir a sua existência, substituindo algumas atividades humanas e tornando-as mais fáceis. Quanto a isso, é evidente que o avanço da tecnologia trouxe benefícios para a humanidade, pois com ferramentas facilitadoras a gestão das atividades diárias fica, cada vez mais, prática. Porém, aliado aos benefícios da máquina e ao seu sistema de configuração, Inteligência Artificial (IA), alguns impasses éticos e morais precisam ser amplamente discutidos, no Brasil, como a crescente taxa de desemprego e a interferência nas decisões humanas – algo, progressivamente, preocupante.

Em primeira análise, é notório que, diariamente, a IA está presente das atividades mais simples às mais complexas no cotidiano do brasileiro, como o GPS do celular e os Chatbots, ferramenta de atendimento ao usuário. À vista disso, o domínio das mais diversas atividades por máquinas está acarretando um problema grave: a substituição humana, pois esses mecanismos estão migrando do trabalho físico para o cognitivo e estratégico, gerando crescente desemprego. À primeira vista, essa migração pode ser positiva, porém, apesar das máquinas absorverem facilmente as informações, elas não têm capacidade de análise crítica de analisar se o que foi compreendido está de acordo com o que é ético a sociedade.

Por conseguinte, segundo o documentário “Mundo Mistério”, há 3 níveis de IA, sendo o terceiro a capacidade das máquinas de pensarem sozinhas e, consequentemente, tomarem decisões sem a necessidade do auxílio humano. Acerca disso, fica evidente o perigo moral que isso pode oferecer à humanidade, pois ao interferirem nas decisões humanas, podem, repentinamente, se revoltarem contra o homem, causando um caos mundial e fora de controle.

Portanto, urge que Empresas, responsáveis por criarem sistemas de IA, juntamente ao Poder Legislativo, invistam em fiscalização categórica e na criação de leis, por meio de debates sobre a ética e moral acerca do funcionamento das máquinas, em que seja viabilizada palestras e exercícios práticos com o intermédio de Engenheiros ou Técnicos especialistas na área de IA, evidenciando a importância de não negligenciar tais consequências e do perigo da substituição humana excessiva. Dessa forma, será garantido os benefícios que a Revolução Industrial trouxe para a modernidade: otimização de tarefas e a facilidade ao gerir determinadas atividades.