Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/06/2021

O filme “Blade Runner”, produzido em 1982, retrata a questão ética envolvendo a convivência entre a raça humana e a Inteligência Artificial e também as consequências da mesma. Contemporaneamente, os temas abordados pelo filme em questão são alvo de diversos debates sobre para que aja a prevenção de maiores danos. Assim, torna-se pertinente apontar os impasses éticos e morais do uso de Inteligências Artificiais (I.A.).

Por um lado, a I.A. é um ramo da Ciência da Computação que tem como objetivo desenvolver tecnologias que simulem a inteligência e raciocínio humano que busca auxiliar o ser humano. Ela já pode ser observada em ação em países desenvolvidos, onde robôs inteligentes conversam com pacientes em alas hospitalares para que ninguém se sinta sozinho. A I.A. também pode detectar ações suspeitas e informar agentes públicos com o intuito de agilizar o processo de apreensão de malfeitores.

Por outro lado, percebemos que a I.A. replica as ações imorais dos humanos, como o racismo, homofobia, entre outros, que são indesejadas. Em teste reproduzido em por uma grande empresa de comércios eletrônicos que utilizou de um sistema artificial inteligente para pré-selecionar os melhores currículos em um processo seletivo, tendo como base os currículos dos atuais funcionários da empresa, o resultado foi alarmante, nenhuma mulher foi pré-selecionada, a resposta para determinada triagem preconceituosa, foi que os funcionários da companhia eram predominantemente masculinos e a maquina reproduziu esse padrão de escolha na sua própria seleção. Desse modo, explicitamente, concluísse que a máquina replica as ações humanas que não são inteiramente justas.

Em adição, nota-se o receio de que a Inteligência Artificial suprima a inteligência humana, uma vez que a primeira pode ser constantemente aprimorada e a segunda exige um maior tempo, tudo isso quando somado as falhas e vieses humanos pode gerar a aniquilação do poder humano, ou seja, os papeis podem ser invertidos e os humanos serem “escravos” da Inteligência Artificial. Stephen Hawking, exímio físico e cosmólogo britânico, em conversa liberada a imprensa expôs que “O advento da I.A. será o maior evento da história humana. Infelizmente, poderia também ser o último, a não ser que aprendamos a evitar os riscos”; desse modo elevando o temor da população sobre tal tecnologia e o seu enorme avanço.

Entende-se, portanto, que para que a Inteligência Artificial aja de forma moral e ético o ser humano, por meio de reformulação dos conceitos ensinados desde o momento do nacimento de uma criança, mude seu modo de agir para um modo esperado também pela maquina e inserir na mesma os valores esperados para seu comportamento.