Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/06/2021

Na obra cinematográfica “WALL-E”, de 2008, retrata a história de um robô que, é deixado no planeta terra para regenerá-lo dos danos causados pelos antigos terráqueos, o mesmo apaixona-se por uma recém chegada companheira de missão e decide segui-la pela galáxia. De forma parecida ao filme, o atual processo da robótica e, principalmente, do desenvolvimento de inteligências artificias tem possibilitado a inserção de características mais autônomas e humanas a essas tecnologias, que se adentram, de forma crescente, no cotidiano das populações. Dessa forma, é valido analisar as vantagens e os entraves dessa realidade.

Convém ressaltar, a princípio, que ferramentas como inteligência artificial têm como proposta principal proporcionar benefícios para a vida atual. Exemplo disso são os testes feitos pela empresa estadunidense Uber, que avaliam a performance de carros inteligentes, que, teoricamente, são guiados somente por programas modernos de direção, de forma a anular erros humanos que provocam acidentes e aumentar a segurança de seus passageiros, o que é imprescindível. Além disso, existem também os já comercializados sistemas de interação e otimização de tempo, como a Alexa e a Siri, que funcionam desde a programação de tarefas, até funções para conversar e amenizar o sentimento de solidão, sendo assim, grandes aliados do indivíduo moderno.

Porém, como construção humana, essas ferramentas estão sujeitas a apresentar erros, como carregar consigo o preconceito de quem as criou e ameaçarem a privacidade pessoal. Como um concurso de beleza online, feito em 2016, que os juízes eram robores baseados em sistemas inteligentes; se candidataram mais de seis mil candidatas, já o resultado foi controverso, as 44 meninas que ganharam eram todas brancas porque as fotos entregues ao computador eram de atrizes hollywoodianas todas brancas.

Fica evidente, portanto, que o uso de inteligência artificial é compensatório, mas necessita de reformas no ética e moral da sua concepção. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio da criação de uma equipe técnica especializada, contendo, dentre outros, deve elaborar um plano de fiscalização de projetos, sejam eles públicos ou privados, de modo a realizar uma análise minuciosa quanto às características de segurança e respeito aos indivíduos, a fim de que não promovam o sentimento de insegurança ou as falas discriminatórias que ferem os direitos humanos. Dessa forma, será possível conviver e se admirar, sem medo, com as novas tecnologias.