Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/06/2021
Inteligência Artificial é a programação de máquinas para se tornarem capazes de realizar tarefas que demandam habilidades associadas a inteligência humana. Essa tecnologia foi criada para facilitar a vida dos indivíduos, e é utilizada todos os dias, como o pagamento de boletos via débito em conta, utilização de Sistema de Posicionamento Global (GPS), entre outros. Porém, há alguns impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial na sociedade.
Em primeiro lugar, entende-se como moral um conjunto de regras, de ordem valorativa, de um grupo de indivíduos. Assim, a moral varia de sociedade para sociedade. Já a ética, é o ramo da filosofia que estuda essa reunião de valores morais. Dessa forma, surge o seguinte questionamento: as máquinas têm moral? Para responder essa pergunta, é necessário entender que as máquinas tem a capacidade de aprender a agir de determinadas formas, de acordo com os exemplos a que elas foram expostas. Isso também ocorre com os seres humanos, nos quais cada um tem uma visão de mundo de acordo com o ambiente em que foi criado. Porém, há uma grande diferença: as máquinas não tem pensamento crítico como os indivíduos têm. Então, se essas tecnologias forem expostas a exemplos racistas, homofobicos, dentre outros, se comportaram assim com as pessoas, o que é bem preocupante na tomada de decisões realizadas por essas.
Em adição, essas tecnologias já substituem seres humanos, o que pode ser bem danoso. Segundo a revista Época, especialistas acreditam que até 2050 a Inteligência Artificial pode ocupar a maioria das profissões humanas, o que é bastante preocupante, visto que no primeiro semestre de 2021, só o Brasil possui mais de catorze milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geogragia e Estatística (IBGE). Dessa maneira, um número maior de indivíduos não terão acesso ao direito ao trabalho, previsto no artigo 5° da Constituição Federal de 1988.
Portanto, faz-se necessário limitar a ação das máquinas. Desse modo, o Estado deve monitorar a ação de empresas especialistas em Inteligência Artificial, por meio de criação de leis que proibam que máquinas realizem atividades que exijam raciocínio atribuido ao ser humano. Destarte, não haverá nenhum problema no uso de tecnologias que auxiliem os indivíduos, e estes não perderam espaço na sociedade para as máquinas.