Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 22/06/2021
Com o advento da Revolução Tecno-Científico-Informacional, houve a maior exploração do ambiente cibernético, haja vista o maior estudo tecnológico. Entretanto, o crescimento desregulado dessa área científica possui impasses éticos e morais em se tratando da sociedade, dentre eles: a criação de máquinas determinadas a suprir necessidades humanas, realizando uma atuação que proporciona vulnerabilidades sociais, e o desconhecimento das consequências futuras de seu uso.
De início, Os robôs, por exemplo são criados com o objetivo de atender os desejos dos humanos, mas, apesar de serem máquinas, são capazes de possuir sentimentos. Para exemplificar, o filme ¨Inteligência Artificial¨ apresenta uma fase de testes que inaugura a inserção de sentimentos às máquinas. David, o primeiro menino-robô programado para amar, é adotado por um casal que havia perdido as esperanças na recuperação do filho biológico, servindo como um substituto, visto que eram fisicamente parecidos. Contudo, ao verem que seu antigo filho se recuperou, os pais decidem, após um tempo, cortar relações com David, abandonando-o à própria sorte. Com isso, constata-se a utilização de robôs para suprir desejos individuais. Além disso, por mais que na obra cinematográfica não tenha sido tão trabalhada a hipótese do desenvolvimento de sentimentos como raiva e vingança, devido ao abandono familiar, na vida real, essa suposição não pode ser descartada e representa um risco à vida social.
Outrossim, as várias crenças e normas de cada sociedade dificultam o consenso de quais atitudes são benéficas ao coletivo, por exemplo, essas tecnologias para alguns são símbolo de progresso. Todavia, o desempenho delas é incerto futuramente. Sendo assim, como já dizia o cientista Stephen Hawking:¨A falta de parâmetros éticos ao criar uma inteligência artificial pode comprometer a vida humana¨. Isso ocorre, pois essa ciência computacional possui a capacidade de acumular conhecimento e talvez não aceite as funções que são destinadas a ela. Embora, prometa maior comodidade e praticidade em vários casos, por ser algo recente, gera inseguranças e receio sobre seus impactos na humanidade.
Ante o exposto, cabe ao Poder Público expôr os riscos dessa tecnologia para a sociedade, de modo a proporcionar maior conhecimento acerca desse mundo revolucionário, com profissionais dessa área de estudo informando, em debates cotidianos, sobre a importância de utilizar essa inteligência de maneira adequada, a fim de evitar possíveis casos problemáticos de robôs contra a espécie humana. Ademais, é dever da mídia divulgar os debates e estudos realizados sobre o comportamento computacional dessas máquinas, para obter mais respostas em relação ao dinamismo artificial futurista.