Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 16/06/2021
“Nada é orgânico, é tudo programado, e eu achando que tinha me libertado”. Esse é um trecho da música composta pela cantora brasileira Pitty que, nesse pedaço específico de sua obra, retrata a influência tecnológica na vida dos seres humanos. Contudo, um dos frutos do influenciador mundo tecnológico é a chamada inteligência artificial (IA), que consiste na realização de tarefas programadas para pensar como a mente humana, e teoricamente seria um grande auxílio na vida em sociedade. Porém, no Brasil a IA ainda possui impasses éticos e morais, como: desemprego e aprendizado ilimitado de máquinas (em inglês, machine learning), de acordo com o site da Intelligenza.
De início, vale afirmar que, o uso de inteligência artificial no ramo profissional está migrando do trabalho físico para o estratégico e cognitivo, como é de conhecimentos gerais, por exemplo, as famosas máquinas de fazer pedidos das grandes empresas de fast-food, como McDonald´s, que substituem serem humanos para anotar pedidos e manda-los à cozinha, fazendo com que os antigos funcionários perdessem suas funções. De acordo com o escritor norte-americano Isaac Asimov, que desenvolveu as “Três Leis da Robótica”, afirma que “um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal”, logo, se um humano perde seu emprego para uma máquina, ele sofrerá o mal do desemprego.
Ademais, outro fator que contribui para os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial no Brasil é a capacidade de aprendizado ilimitado que, de acordo com o site da BBC, há duvidas sobre como ensinar ética e moral para uma máquina de forma imparcial, sem preconceito e discriminações, logo, como a IA evolui por meio de aprendizagem, ainda não existe a definição de limites. Ainda não cautela sobre a capacidade de realização de tarefas das máquinas, para que o ser humano sempre fique a sua frente, como afirma a segunda lei do escritor Isaac sobre as três leis da robótica, que diz “um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos”.
Portanto, para que os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial no Brasil sejam minimizados, é necessário que o Ministério da ciência, tecnologia e informação deve criar uma lei que isenta qualquer trabalhador de perder seu emprego por uma IA, ao invés disso, fazendo com que ele utilize do recurso tecnológico para auxilia-lo em sua função, objetivando gerar menos desempregos e evitando qualquer dificuldade futura para a classe dos trabalhadores. Além de tudo, visando limitar a as máquinas, para que não ultrapasse a do ser humano, é primordial a interferência midiática, através de anúncios que mostrem o sobreajuste para seguir a prática de usar mais dados de treinamento e eliminar a tendência estatística, fazendo com que haja uma limitação das capacidades tecnológicas.