Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/06/2021

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, é responsável por diversos avanços científicos, entre eles, o desenvolvimento da inteligência artificial(IA). Entretanto, com o avanço dessa tecnologia, impasses éticos e morais do seu uso começaram a existir, como o temor às falhas e o medo da autoaprimoração demasiada.

Em primeiro análise, vale destacar o medo de defeitos como um impasse ético e moral do uso da inteligência artificial. De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Deloitte, 39% das empresas entrevistadas temem falhas no sistema em diversas situações, como de vida ou morte. Assim, fica claro que muitas pessoas não confiam totalmente nessas tecnologias na realização de tarefas importantes devido a sua imprevisibilidade, gerando a possibilidade de falhas no sistema, que poderiam ocasionar catástrofes, dependendo da situação.

Em segundo plano, convém lembrar que, o temor ao aperfeiçoamento próprio é um dos dilemas éticos e morais da utilização de IA. Segundo Bostrom, pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, esses sistemas são tão inteligentes que podem se autoaprimorar,  podendo se reprogramar, elevando suas capacidades, eternamente, tornando-se superior à raça humana. Logo, é evidente que o medo da IA ultrapassar a capacidade do homem é um empecilho na sua utilização.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, entende-se que o receio da utilização da Inteligência Artificial ocorre devido ao medo de falhas e  da dominação da raça humana. Logo, cabe ao Governo investir no aprimoramento das tecnologias, por meio de um projeto entregue à Câmara de Deputados, visando erradicar falhas, visto a possibilidade delas ocorrerem, assim, garantindo a segurança da população. Além disso, O Ministério da Ciência, Tecnologia e informações deve encarregar-se de desenvolver meios de evitar riscos, pela criação de regras para o uso seguro da tecnologia, assegurando um futuro mais seguro para o povo, considerando as ameaças eminentes.