Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/06/2021

O físico teórico, Stephen Hawking diz que “A crianção bem-sucedida de inteligência artificial seria o maior evento na história da humanidade. Infelizmente, pode também ser o último, a menos que aprendemos a evitar os riscos”. Atualmente, a implementação da tecnologia está presente desde o mais trivial até o mais complexo dos casos. Como também citado por Stephen, seu uso pode criar impasses éticos e morais, além de trazer ricos a humanidade.

A princípio, a tecnologia possibilita novas oportunidades e faz com que as empresas desenvolvam novos produtos e serviços. Inovação e tecnologia, juntas, possibilitaram a Inteligência Artificial (IA), que faz com que máquinas aprendam com experiências, se ajustem e se adaptem a novos dados, além de serem capazes de performar com exatidão em tarefas cotidianas. Como toda a história da evolução humana, onde há problema, ali existem pessoas procurando soluções.

Ademais, a falta de controle das pessoas frente à tecnologia impulsiona o problema em questão. De fato, a restrição de autonomia diante dos dispositivos artificiais evidencia o baixo domínio do internauta sobre seus dados, ocorrendo, por exemplo, a realização de ações sem o consentimento dos indivíduos. Nesse contexto, o filósofo Michel Foucault expõe que o poder é um conjunto de relações que produz assimetria e sustenta a autoridade. Assim, a inteligência computacional comporta-se como o detentor de poder, causando desequilíbrio: evidenciado pela ausência de controle humano.

Portanto, medidas hão de ser efetuadas para mitigar as práticas antiéticas da inteligência artificial. Para tanto, é necessário que as empresas privadas de tecnologia desenvolvam, por meio de plataformas digitais, algoritmos que notifiquem o usuário antes da utilização de suas informações e solicite autorização para a tarefa. Com o auxílio de programadores, tal método irá garantir a segurança e autonomia pessoal diante dos mecanismos recentes.