Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 21/06/2021
De acordo com o geógrafo Milton Santos, a revolução técnico-científico-informal trouxe diversas modificações para o mundo, no qual ocorreu o desenvolvimento da tecnologia, como também ocorreu um maior contato entre pessoas e informações. Assim, ocorreu um grande desenvolvimento da inteligência artificial (IA), entretanto, ela traz consigo não só vantagens, como também, desvantagens relacionadas à questões éticas e morais que não são respeitadas. Logo, é de extrema importância que as pessoas tenham acesso quanto ao o que é feito com suas informações, sobretudo, com suas pesquisas, visto que muitos vazamentos de dados e invasão de privacidade ocorre devido à IA, além disso, deve haver a redução do descaso das instituições quanto à segurança das informações pessoais.
Em uma perspectiva inicial, é válido afirmar que é de grande necessidade que as pessoas tenham acesso a mais detalhes quanto à utilização dos dados pessoais disponibilizados pelos indivíduos. Assim, poderá ocorrer a redução do vazamento de informações que são sigilosas, visto que a navegação através das redes sociais e sites ficará muito mais segura, pois a inteligência artificial ainda não é super confiável. Segundo o filósofo Baruch Spinoza, a educação é a potência de agir, ou seja, quanto maior o conhecimento sobre o funcionamento dos meios de comunicação quanto ao uso dos dados pessoais, maior será o controle quanto às informações fornecidas pelos indivíduos.
Em uma conjuntura consecutiva, pode-se afirmar que através da redução da negligência das instituições quanto às informações fornecidas, mais segurança como as pessoas precisam de acessar aos meios de comunicação. Logo, com a seguridade dos dados pessoais através da tecnologia, a inteligência artificial poderá auxiliar as pessoas quanto à ameaças que os indivíduos podem sofrer com os possíveis ataques de hackers, assim haverá menos crimes. Conforme o filósofo Immanuel Kant, a partir do conceito de imperativo categórico, quando praticamos uma ação pautada pela razão e não por nossas inclinações, estamos visando o bem comum, ou seja, quanto maior o desenvolvimento da preservação de dados pessoais através das instituições, maior será a segurança das pessoas.
Portanto, constata-se que, quanto maior o conhecimento quanto ao controle dos dados fornecidos pelos usuários, somados com a escassez do descaso das instituições quanto ao maior fornecimento de segurança para as pessoas, será mais seguro fazer uso da IA. Logo, cabe ao MEC, desenvolver cursos que divulguem mecanismos que sirvam para a preservação dos dados pessoais. Além disso, compete ao Poder Executivo direcionar mais investimentos para a criação de melhores serviços de segurança por meio da IA. Assim, como afirma Spinoza, quanto maior o conhecimento sobre o funcionamento da inteligência artificial, menor serão os impasses éticos e morais dessa tecnologia.