Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 17/06/2021

De acordo com a Filosofia e a Sociologia, os princípios éticos e morais, em conjunto, direcionam a ação humana no corpo social ao dicernir - em consciência - a noção de certo e errado, importante para o bom convívio social. Sendo assim, um exponencial tema na sociedade capistalista globalizada chama a atenção para esses princípios e suas aplicações em máquinas : a Interligência Artificial (I.A.). A problemática gira em torno do impasse gerado principalmente pela desumanização da tomada de decisões e a perspectiva de falha de programação, recorrente no cotidiano.

Em primeira análise, é necessária a discussão sobre a consciência humana nas escolhas diárias e como submeter, de maneira segura, um máquina à racionalidade. De acordo com a Mitologia Grega, nós temos duas vozes, uma boa e outra má, que discutem a ação ideal para determinado momento e nos influenciam para agir. Hoje, com maiores estudos, a Psicologia afirma tratar-se da consciência, fator inerente ao ser humano que o diferencia de outras espécies. Essas característica é subjetiva e adquirida na convivência social e no aprendizado ético e moral em constante evolução no cotidiano. Sendo assim, é impossível a programação 100% segura de uma máquina para operar no lugar de humanos visto que existem dicotomias, como a vida e morte, na qual nem o ser humano - seu criador - tem caráter decisório de tamanha destinção.

Outrossim, supondo a possibilidade de programação-base consistente e com ciência da proposta de evoluções automatizada da máquina, ainda assim o homem é sujeito à falhas e, consequentemente, suas criações. De acordo com a Declaração dos Direitos durante a Revolução Francesa - na qual inspirou outras declarações magnas - o ser humano, de acordo com suas ações, deve ser julgado de maneira igualitária perante o coletivo. Porém, essa perspectiva não pode ser aplicada do mesmo jeito às I.A., ocorrendo, de certa forma, um caráter bifurcativo sujeito à impunidade a partir de decisões inconsequentes e/ou indiferente tomadas por elas e além da sua configuração básica do ser humano.

Portanto, a fim da utilização segura das I.A. de acordo com a ética e a moral da contemporaniedade, é necessária a criação de um orgão internacional de fiscalização das empresas fornecedoras desses produtos, por intermédio da Organização das Nações Unidas. Essa instituição deve priorizar a determinação de limites para o crescimento automátizado das máquinas para não ocorrer uma ultrapassagem de limites da segurança e privacidade mundial. Além disso, é crucial a determinação, por meio dessa nova instituição, das possibilidades de uso da I.A., estabelecendo parâmetros de limite das funções que possam vir a serem exercidas, evitando práticas de grande caráter decisório e, assim, evitar transtornos morais de conduta. Assim, as vozes da consciência guiariam o futuro mundial.