Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/06/2021

Segundo o estudioso Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Nessa perspectiva, ganham notoriedade, na contemporâneidade brasileira, os impasses éticos e morais do uso da Inteligência Artificial (IA), uma vez que rápido aprimoramento das ferramentas ciberfísicas resulta na maior automação dos serviços que substituiram a atuação do homem e a autoprogramação dos equipamentos permite a superinteligência tecnológica a tomada de decisões inerentes ao caráter social do indivíduo.

Primeiramente, deve-se salientar que, conforme o conceito da Banalização do Mal, elaborado pela filósofa alemã Hannah Arendt, a sociedade tende a neutralizar comportamentos considerandos incorretos. Nesse âmbito, é evidente, no Brasil, a problemática da utilização da IA atrelada aos impasses sociais, visto que o meio social naturalizou a troca do serviço manual e/ou com o uso equilibrado das máquinas pela maior automatização dos projetos e desconsidera que a proficiência de tais tecnologias artificiais ultrapassa  o viés da sociabilidade humana.

Segundamente, cabe destacar que,  no filme Zona de Combate, exibido na Netflix, um soldado  superinteligente desenvolvido com base na inteligência artificial se autoaprimora e começa a agir por conta própria juntamente com um piloto de drone para reverter o caos instaurado pela guerra. Nesse sentido, é vigente no território brasileiro, não diferentemente da ficção norte-americana, a discutível situação da autonomia tecnológica derivada do aperfeiçoamento dos sistemas, que além de resultar na maior autossuficiência das ferramentas ciberfísicas, são eminentes a realizarem escolhas sem considerar o caráter ético e instauratem um desequilíbrio no meio social.

Faz-se necessário, portanto, que o Poder Legislativo em conjunto com o Ministério da Ciência, Tenologia e Inovações, desenvolvam um projeto de cunho social, com o intuito reverter a problemática dos impasses provinientes do uso da IA. Esse projeto deve ser realizado por meio da elaboração de uma lei que permita a fiscalização mais eficaz das empresas que desenvolvam tecnologias com inteligência artificial e resulte em multa e/ou prisão dos empreendedores que fundamentarem projetos ciberfísicos com autoprogramação ilimitada. Tal ação deve ser realizada em todo território brasileiro, a fim de equilibrar permitir que questão ética e o viés social sejam mais relevantes do que o aprimoramento técnico, ressaltando a citação de Jobs.