Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/06/2021

A revolução industrial, movimento histórico e tecnológico, ao passar pela terceira geração ampliou o acesso à inteligência artificial (com o ápice da tecnologia). Nesse sentido, na atulidade brasileira, o apogeu dos veículos tecnológicos trouxe a reflexão sobre os âmbitos morais do uso desses recursos inovadores. Desse modo, o uso errôneo do acesso à informação e a ausência dos limites de poder da tecnologia são desafios para a ética da Inteligência artificial.

Em primeira análise, é válido destacar que a tecnologia amplia a possibilidade de obter informações e usá-la de forma negativa prejudicando a humanidade. Nesse contexto, o filósofo cristão Santo Agostinho defende que os seres humanos possuem uma alma dotada de discernimento e ética, sendo livre para utilizá-la ou não. No entanto, a inteligência artificial é incapaz de selecionar quem deve alcançar o conhecimento, dessa forma, a tecnologia disponibiliza informações a todos que procuram, deixando a sociedade brasileira em intenso risco ético (tanto físico quanto mental). Dessa maneira, a potente acessibilidade tecnológica, disponibilizado pela revolução industrial, possui pontos extremamente negativos.

Ademais, pode-se afirmar que o mundo da tecnologia sofre intensos avanços capazes de captar cada vez mais dados e informações sigilosas, esgotando o limite da possibilidade informativa. Sob tal óptica, Big Hero, desenho da Walt Disney, revela um vilão que tem seu poder a partir da manipulação da Inteligência artificial. De maneira analóga, na situação atual da nação brasileira, os meios tecnológicos detêm um grande poder de transformação social, econômica e de conhecimento, quebrando as barreiras da limitação e possibilitando quaisquer ação (positiva ou negativa) sobre a humanidade. Dessa forma, é necessário o discernimento humano, defendido por Santo Agostinho, para controlar o intenso acesso informacional.

Portanto, nota-se que a inteligência artificial sofre grandes desafios morais durante a tentativa de manter o conhecimento em amplo acesso. Sendo assim, é necessário que ONGs ligadas à tecnologia, por meio de veículos midiáticos, façam propagandas sobre o problema do uso equivocado da Inteligência artificial, haja visto que a modernidade anseia por informação e pode utilizar de forma negativa, com o objetivo de levar a humanidade a reflexão sobre a moralidade das ações. Além disso, é imprescindível que as escolas, por meio de palestras, promovam um crescimento saudável das crianças perante a infinidade de conhecimento, a fim de estimular o uso correto da tecnologia. Desse modo, a humanidade terá menos riscos éticos referentes a inteligência artificial.