Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/06/2021

“Eu,Robô”, filme americano, é uma distopia que representa uma realidade tomada pela tecnologia, principalmente a Inteligência Artificial (I.A). Fora da ficção, a sociedade caminha para uma rotina cercada por inovações tecnológicas e já questiona as implicações da participação da I.A na vida humana. Assim, em níveis éticos e morais é possível perceber duas principais consequências : a perca do contato humano vital para o desenvolvimento completo e o reconhecimento de riscos cada vez maiores em função do um conforto das mais abastadas.

Primeiramente, é fundamental discutir como desenvolvimento saudável do ser humano depende de sua vivência em sociedade. Para expandir esse viés, é necessário conhecer a teoria do sociólogo M. Foucalt, o qual afirma que é importante investir nos âmbitos social, psicológico e biológico para garantir uma vida completa e sadia para o cidadão. Nesse contexto, é possível relacionar uma realidade tomada pela I.A com amplos problemas sociais de falhas éticas e morais, uma vez que com a tecnologia se perde muito contato humano direto e por isso é impossibilitado o aprendizado social necessário para a vida em grupo. Essa realidade causa o enfraquecimento da empatia imperativa para reconhecer as regras básicas da vida em sociedade e leva a erros de julgamento e desumanização do próprio grupo. Em suma, é compreensível reconhecer a perca do contato direto entre pessoas como uma possível implicação da Inteligência Artificial sobre a convivência humana.

Ademais, é essencial reconhecer os riscos assumidos com a utilização de I.A apenas para promover mais conforto ao grupo mais abastado que tem acesso a ela. Nesse âmbito, é importante entender que as empresas fornecedoras da tecnologia como a Tesla, que tem como dono um dos homens mais ricos do mundo Elon Musk, possuem o público alvo entre a classe mais rica da sociedade e focam em fornecer conforto a ela. Nessa realidade, é possível reconhecer os riscos tomados pela Inteligência Artificial, em uma tentativa de fornecer a um público muito limitado ainda mais comodidade, em atos como dar instruções para um carro dirigir sem o direto comando de um motorista  podendo causar mais acidentes. Sendo assim, são notórios os perigos assumidos pela I.A para fornecer conforto a uma parte limitada da sociedade como as possíveis implicações morais e éticas da utilização dela.

Portanto, haja vista as possíveis consequências da Inteligência Artificial, é imprescindível que o Ministério da Educação, responsável pela formação do cidadão, invista em uma campanha de conscientização, por intermédio de palestras, em todas os níveis de instituições de ensino, com cientistas da área acerca das implicações possíveis da I.A em nível ético e moral. Tudo isso a fim de promover aos brasileiros um experiência consciente  com a crescente tecnologia que os cerca.