Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 18/06/2021
O filme “Wall-E” conta a história do robô Wall-E vivendo na época em que o planeta Terra foi destruído e as pessoas passaram a viver no espaço, totalmente dependentes das tecnologias. Fora da ficção, essa situação pode representar o futuro do mundo, caso as pessoas não cuidem do planeta como necessário, somente utilizando as tecnologias advindas da Revolução Técnico-Científico-Informacional como suporte para tudo, ultrapassando os limites éticos e morais básicos. Sendo assim, é necessário abordar quais as causas e consequências desses impases éticos e morais do uso de Inteligência Artificial e como eles têm impacto no corpo social.
Em primeiro lugar, pode-se citar a frase do fundador da Apple, Steve Jobs, que disse que “A tecnologia move o mundo”, ou seja, a tecnologia está pesente na vida das pessoas cada vez mais e, com isso, confia-se mais nas chamadas Inteligências Artificiais (IA’s), que são máquinas com um sistema altamente qualificado de aprendizagem e soluções tecnológicas de forma eficiente. Essas tecnologias estão imersas em diversas áreas como saúde, economia, política e âmbitos sociais, porém, um dos problemas do uso intensificado dessa tecnologia, assim como mostra o filme “Wall-E” é que não sabe-se como essa ciência se comportará no futuro, sendo necessário que as nações exercam políticas de comprometimento e segurança.
Em segundo lugar, pode ser citado as afirmações que o físico Stephen Hawking fazia, de que a humanidade está degradando o planeta Terra, em conjunto com as IA’s e, se não cuidarem do espaço onde vivem e não mudarem as atitudes consumistas e obsolentes, as pessoas irão precisar mudar de planeta em 100 anos. Logo, isso refletirá em uma sociedade sem qualquer tipo de empatia e comprometimento com coisas básicas, como cuidar do meio ambiente, tendo como consequência, um mundo destruído e sem qualquer tipo de vida, semellhante a Terra mostrada no filme “Wall-E”, ignorando a ética e a moral para com o corpo social e sua irmersão. Então, necessita-se de políticas púlicas para auxiliar a cuidar do planeta Terra, garantindo o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que diz que “Todos têm direito ao meio ambiente equilibrado e que o poder público e a coletividade deve preservá-lo para os presentes e as gerações futuras”.
Portanto, para que os limites éticos e morais não sejam ultrapasados, o Governo, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve realizar políticas públicas de fiscalização nas empresas que mais usam tecnologias, através de profissionais da área, financiados pelo Estado, com a finalidade de diminuir os impactos da tecnologia no meio ambiente, não concretizando a ficção do filme “Wall-E”.