Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 25/06/2021
A inteligência artificial é uma realidade no nosso mundo cada vez mais conectado. Esses sistemas, criados com objetivo de simular o pensamento e atividades humanas, são usados nas redes sociais, serviços online, e aplicações no mundo real, como em sistemas de segurança. Contudo, a utilização desses sistemas faz surgir dúvidas sobre sua segurança, ademais de questões éticas e morais.
Em 2021, o Twitter foi apontado por usuários como racista por um algoritmo usado para priorizar rostos de pessoas nas imagens, mas que cortava pessoas negras. Foi um caso claro de um algoritmo enviesado, onde a rede deixou de usá-lo, para exibir as fotos completas para evitar maiores constrangimentos. Entretanto, o uso de inteligência artificial desta maneira é perigoso visto que, como foi apresentado no documentário “O dilemas das redes”, as redes sociais exercem grande influência em nós e nossas atitudes de maneira inconsciente.
Outro ponto que preocupa é a aplicação da inteligência artificial no mundo real, como nos carros autônomos. A possibilidade de surgir uma inteligência artificial como o Ultron, de Vingadores, atualmente é remota, mas máquinas estão suscetíveis a erros que podem custar vidas. As empresas por trás destas soluções devem passar por testes rigorosos e serem criteriosas, a fim de evitar esses problemas.
Dessa forma, é importante que os governos se antecipem a tendência da inteligência artificial. No Brasil, por exemplo, pautar uma lei semelhante ao marco civil da internet para definir os critérios de uso, segurança, finalidade e periodicidade de revisão dos algoritmos. Sendo assim, a estabelecer esta lei para regulamentar as inteligências artificiais, principalmente aquelas com foco de uso no mundo real, garante a confiabilidade para todos na segurança e ética/moral desses sistemas.