Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 20/06/2021

Durante os episódios do seriado ‘‘Black Mirror’’, diversas cenas retratam o uso da inteligência artificial no cotidiano dos seres humanos, a qual promove a facilidade na rotina de diversos modos.Saindo da ficção, nota-se que, diferentemente do que é proposto na série, inúmeros impasses éticos estão presentes quanto à utilização de robôs na vida real.À partir desse viés, é válido analisar os avanços tecnológicos históricos, bem como seu envolvimento com as boas condutas morais.

É necessário avaliar, em primeira instância que o desenvolvimento tecnológico vêm sofrendo mudanças e está presente, cada vez mais,  na vida das pessoas.Isso porque, desde os primórdios da Revolução Industrial na Europa, o homem tem procurado meios para facilitar sua rotina e aprimorá-la com o uso de aplicações práticas do conhecimento científico.Por outro lado, com o auxílio de novos algoritmos, a ética tem se apresentado necessária, devido às inúmeras possibilidades de uso e o potencial que as máquinas tem em infringir normas e padrões morais aceitáveis.Tomando como base tal fato, a visão de ética e moral do filósofo grego Aristóteles, revela a prática de normas nos moldes de boas condutas da sociedade, as quais devem ser seguidas.Todavia, tal questão perpassa a humanidade e atinge as inteligências artificiais que são moldadas pela influência dos comportamentos humanos.

Observa-se, ainda, que, se não for amparada pela ética, a inteligência artificial se torna um vetor para codificar o preconceito humano.Nesse cenário, isso ocorre devido aos padrões que são utilizados para coletar os dados e transformá-los em algoritmos.Por outra perspectiva, tal ‘‘padronização’’ é fruto de opiniões e convenções sociais incorporadas, as quais permitem a permanência de preconceitos sociais, ao exemplo de grupos sociais minoritários, como mulheres e pessoas negras.Nesse plano, a ocorrência pode ser evidenciada pelo ‘‘Chatbot Tay’’, lançado pela Microsoft em 2016, que, em menos de 24 horas, transformou-se em uma tecnologia ‘‘Nazista em potencial’’, por estar baseado nos diálogos de adolescentes.Desse modo, a aplicação de boas condutas não deve se limitar às convenções sociais, mas também deve atingir os padronizadores de informações.

É mister afirmar, portanto, que tal questão deve ser minimizada.Dessa forma, cabe as grandes empresas da indústria de tecnologia, como Microsoft, Facebook e SpaceX, pelas suas capacidades de desenvolvimentos práticos-científicos, a formação de grupos de pesquisa para o estudo de inteligências artificiais, por intermédio de levantamentos informativos, detalhados, à respeito dos funcionamentos de caráter autônomo, a fim de levar a um acelerado, porém controlado, progresso tecno-científico. Nesse plano, a similitude da vida real com os episódios de ‘‘Black Mirror’’ poderão ser vistos de perto.