Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/06/2021

No livro “Eu Robô”, publicado em 1950 por Isaac Asimov, é desenhado um futuro onde máquinas tomam decisões próprias e a vida de humanos é inviável sem a ajuda de seres autômatos. Consoante a isso, é perceptível que atualmente a sociedade está cada dia mais se aproximando a essa realidade, transformando a vida cotidiana de várias pessoas e otimizando as tarefas atribuídas aos indivíduos. Todavia, apesar dos benefícios que a Inteligência Artificial (IA) traz, pode ser configurado, futuramente, um impasse por ser uma tecnologia nova, trazendo como consequência ataques por hackers na internet e sendo umas das contribuintes para o desemprego.

A princípio, a Inteligência Artificial está presente todos os dias na vida das pessoas, seja nas redes sociais - Facebook, Instagram ou WhatsApp - ou até mesmo em dispositivos de seguranças dos celulares. Porém, devido ao seu grande uso e por ser algo inédito, inúmeros brasileiros não possuem entendimento sobre o que está sendo utilizado. Em virtude disso, de acordo com o FortiGuard Labs, mais de 8,4 bilhões de brasileiros, em 2020, foram vítimas de ataques cibernéticos - ação praticada por hackers que consiste na transmissão de vírus e furto de informações em computadores e demais bancos de dados online. Isso se dá por conta da desinformação de muitos, tanto por falta de conhecimento sobre a origem dessas informações, quanto por não ser abrangente a todos, visto que não é comum anúncios sobre o assunto nos meios midiáticos.

Outrossim, de acordo com o artigo 7 da Constituição Federal, promulgada em 1988, “toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”. Dessa maneira, a introdução da Inteligência Artificial nos meios laborais seria, no futuro, um dos fatores do desemprego, pois devido ao aumento de seu uso muitos trabalhadores que possuem cargos operacionais ou repetitivos podem ser dispensados. Isso é visto na Terceira Revolução Industrial, ocorrido na segunda metade do século XVIII, quando a força física é substituída pelas máquinas, fazendo com que inúmeros operários perdessem seus empregos.

Em suma, cabe ao Estado, junto com as mídias sociais, criar não apenas anúncios e publicidades sobre o perigo dos ataques cibernéticos para o indivíduo, como também fazer a criação de panfletos com informações didáticas e criativas, para que seja de fácil entendimento e acessível à várias pessoas, diminundo a estatística do FortiGuard Labs. Além disso, o Ministério da Economia, junto com os governantes, deve estabelecer um método de adesão da Inteligência Artificial (IA) que não prejudique totalmente o trabalhador, fazendo com que assim o próprio ainda obtenha seu emprego e que o ocorrido em 1950 não se repita, diminuindo também os impasses éticos e morais do uso da IA.