Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/06/2021
Conforme Joseph Wood, cientista americano, “a tecnologia torna as grandes populações possíveis, grandes populações tornam a tecnologia indispensável”. Nesse sentido, os avanços cibernéticos fazem uma relação de interdependência com a sociedade. No entanto, quando se observam os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial (IA), percebe-se os riscos dessa relação íntima entre máquinas e humanos. Isso se deve, principalmente, à falta de leis que regulamentem esse vínculo e à alta velocidade que uma IA pode evoluir.
Inicialmente, a falta de leis que regulamentem esse vínculo entre máquinas e humanos é um dos motivos dos impasses éticos e morais do uso de IA. Nessa ótica, de acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, tudo é mais fácil na vida virtual. Dessa forma, a sociedade está cada mais perto de viver no prazeroso ciberespaço, como promete Elon Musk com o seu chip neural, mas, da mesma maneira que no filme “Matrix”, a humanidade corre o risco da IA considerar os seres humanos perigosos para a sua existência e acabar escolhendo controlar o mundo e aprisionar os seus criadores, pois existem indivíduos que batem e xingam IA’s, por exemplo a BIA, IA do Bradesco, que foi assediada e mudou suas respostas devido ao ocorrido. Esse exemplo mostra que, lamentavelmente, todas as populações não estão preparadas para a utilização dessa tecnologia, visto que inexistem leis de convívio entre máquinas e humanos.
Além disso, a alta velocidade que uma IA pode evoluir é outro grave problema que acarreta no impasse do uso de IA’s. Nessa perspectiva, segundo Isacc Asimov, escritor americano, “fórmulas matemáticas no papel nem sempre são a melhor proteção contra os fatos da robótica”. Dessa maneira, é essencial que exista um cotrole ou regulamentação da evolução da IA para que não aconteça acidentes devido ao raciocínio acelerado das máquinas, pois a chatboy Tay, IA do Twitter, começou a divulgar e propagar declarações nazistas e insultos raciais, devido ao seu rápido processamento de dados nas conversas com internautas, conforme o site Tecmundo. Essa situação prova que, infelizmente, a alta velocidade que uma IA pode evoluir contribui significamente para a dúvida de sua utilização na realidade.
Portanto, a falta de leis que regulamentem esse vínculo e a alta velocidade que uma IA pode evoluir fomentam os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial. Desse modo, urge que a União Internacional de Telecomunicações, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em tecnologia, promova a criação leis sobre a utilização e a evolução das IA’s, por meio de uma votação dos países memebros da ONU acerca da leis, a fim de regulamentar a relação entre homens e IA’s.