Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 22/06/2021
A animação japonesa “Plastic Memories” apresenta um mundo onde robôs de aparência humana, tem capacidade de tomar decisões próprias e desenvolver relacionamentos. Ainda que ficcional, o desenho aborda em muitos momentos questões já vistas na realidade, como o possível futuro da Inteligência Artificial e quais serão os limites que a humanidade deverá impor mediante tal desenvolvimento. Sob esse viés, torna-se válido entender como essa tecnologia auxilia a vida da população, bem como em qual ponto ela se torna nociva aos indivíduos.
Observa-se, de início, que o avanço da tecnologia está cada vez mais impactante, veloz e acessível para grande parte da população. De acordo com o empresário chinês fundador da Alibaba, Jack Ma, “A eletricidade permitiu às pessoas ter tempo para ir ao karaokê e a festas. Acredito que com a inteligência artificial as pessoas terão mais tempo para serem seres humanos”. Afinal, mesmo que assuste a muitos indivíduos, tal recurso já está presente no cotidiano e controla desde jogos e funções básicas de smartfones, a até mesmo carros e aviões. Assim, tais recursos se tornam cada vez mais necessários para facilitar e melhorar funções exercidas por pessoas.
Cabe analisar, ainda, que mesmo com resultados vantajosos na atualidade, o futuro com máquinas com inteligência própria ainda é incerto. Segundo Chefe Executivo da Tesla Motors e da empresa aeroespacial SpaceX, Elon Musk, a IA “É um risco para a existência da nossa civilização […]. Até que as pessoas não vejam robôs matando gente na rua, não se entenderão os perigos da inteligência artificial”. Apesar da importância de investir nesse tipo de tecnologia, seus limites devem ser pensados e estudados para que a cooperação e convivência não se torne um risco para o ser humano e sua ética. Pois, mesmo que seja uma criação de uma pessoa, o que a impede de falhar ou ver outros indivíduos como alvo de desprezo, tornando-se agressivo com os mesmos.
Portanto, para delimitar os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial, mudanças devem ser realizadas. Cabe ao Conselho Internacional de Ciência, organização não governamental internacional dedicada à cooperação para o avanço da ciência, facilitar a imposição de limites para atuais e futuras criações com IA. Por meio de pesquisas e discussão entre a comunidade científica internacional, um código de regras deve ser aplicado a todos os países desenvolvedores desse tipo de tecnologia. Dessa forma, um futuro como o visto em “Plastic Memories” não será nocivo.